quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Álbuns ‘Vermelho’ e ‘Azul’ são relançados

Por: Felipe Branco Cruz
Fonte: Jornal da Tarde

Depois que os Beatles se separaram em 1970, foi lançada uma série de coletâneas com as canções do quarteto. As primeiras e talvez as mais significativas de todas foram Vermelho – 1962-1966 (Red) e Azul – 1967-1970 (Blue), ambas de 1973. As coleções serviram como um guia básico para as novas gerações conhecerem o principal repertório dos Beatles. Agora, a EMI relança os álbuns remasterizados e acompanhados de novo material gráfico, um ano depois que a discografia completa dos Beatles foi relançada após receber o mesmo tratamento.

A qualidade das canções nos álbuns Vermelho e Azul, de fato, está melhor, com um som mais limpo e claro. Neles, estão incluídos clássicos como Strawberry Fields Forever, Lucy in The Sky With Diamonds, All You Need Is Love, Love me Do, Can’t Buy me Love, Help!, Yellow Submarine, entre outros.

Infelizmente, o material gráfico que acompanha os discos não recebeu o mesmo cuidado que as músicas. As duas fotos internas dos encartes contêm erros. O primeiro é uma legenda de uma foto feita em frente à igreja de Saint Pancras, em Londres. A data informada na legenda é de 1969, quando na realidade a fotografia foi feita em 1968.

A outra falha está numa foto do grupo em que George Harrison aparece segurando um cigarro. Em tempos de leis antifumo, no novo encarte, o cigarro foi retirado digitalmente da mão de Harrison. É possível perceber o erro (veja a foto comparativa), a partir da sombra da foto, que revela o cigarro na mão dele.

Acima a foto sem cigarro, alterada digitalmente. Abaixo a foto original

Na internet
Na semana passada, foi anunciada também a inclusão das músicas dos Beatles no catálogo da loja virtual iTunes. Até então, as canções do quarteto não tinham versões digitais à venda. Estão disponíveis os 13 álbuns de estúdio e mais uma coletânea em dois volumes. Cada álbum será vendido por US$12,99 e as músicas individuais, por US$1,29. Em menos de 24 horas, as canções dos Beatles já estavam entre as mais vendidas da loja virtual. Sete, dos 13 álbuns, estão no top 20.

Lennon definitivo

Por: Felipe Branco Cruz
Fonte: Jornal da Tarde

Com o devido tratamento especial que o ex-beatle John Lennon merece, chegou ao mercado, pela bagatela de R$ 1 mil, o John Lennon Signature Box, uma caixa com os principais álbuns do músico remasterizados, além de dois discos extras com músicas inéditas, gravações caseiras e singles. Como se trata de Lennon, já seria notável chegar ao conhecimento do público uma nova canção, como é o caso da singela India, India. Mas o box é mais do que isso. Ele será para os fãs de John a coletânea definitiva, acompanhada de textos assinados pela viúva Yoko Ono e pelos filhos Sean e Julian (este, fruto do primeiro casamento, com Cynthia).

A caixa com 11 CDs traz todos os álbuns lançados por Lennon depois do término dos Beatles, em 1970. Os discos também podem ser comprados individualmente, por R$34,90. Infelizmente, na coletânea não estão incluídos os álbuns solo Two Virgins (1968), Life With The Lions (1968), Wedding Album (1969) e o ao vivo Live Peace in Toronto (1969). A seleção gerou crítica entre os fãs de Lennon, mas o motivo para os títulos terem ficado de fora pode ser explicado por serem experimentais, feitos numa fase complicada da vida do cantor.

A remasterização do box foi acompanhada de perto por Yoko, que supervisionou, avalizou o processo e privilegiou nos encartes as cores azul e branca, as favoritas do casal. Outra medida da viúva foi destacar a voz de Lennon e esconder a sua própria nos duetos – coisa que talvez John não aprovasse, já que sempre fez questão que Yoko tivesse destaque.

Desses álbuns, o mais emblemático é Imagine, que traz a canção-título, uma das mais significativas da carreira de Lennon. Mas há clássicos como John Lennon/Plastic Ono Band, lançado assim que ele saiu dos Beatles, em 1970, que traz as canções Mother, I found out e a contestadora God.

No box, está também um livreto com textos, desenhos e manuscritos de John. Mais do que um mimo para os fãs, trata-se de um importante material que se manteve inédito até hoje, somente agora liberado por Yoko. O ponto negativo é que os textos do produto, importado, estão todos em inglês. Mesmo assim, estão lá fotografias de John e Yoko durante algumas viagens, como uma feita ao Egito, fotos da infância do músico e bastidores dos estúdios de gravação em Nova York, nos Estados Unidos.

O lançamento foi motivado pelas comemorações dos 70 anos de Lennon, completados no dia 9 de outubro. Em 8 de dezembro, a morte do cantor completará 30 anos. A overdose dos Beatles, no caso do Brasil, é ainda potencializada pela apresentação de Paul McCartney (que fará esta noite a sua última apresentação na cidade, no Estádio do Morumbi).



Mais Lennon
Para quem não quiser desembolsar R$1 mil na caixa, foi lançada também a compilação Gimme Some Truth, feita em três versões diferentes. A primeira, mais simples, batizada de Power to The People, traz os principais hits de Lennon, como Woman, Instant Karma!, Imagine, entre outros, e custa R$39,90. A segunda versão (R$59,90) vem acompanhada de um DVD com 15 clipes de músicas.

Já a terceira, Gimme Some Truth (R$ 160), reúne quatro CDs, com 72 músicas, divididos em quatro temas: Working Class Hero (política), Woman (mulher), Borrowed Time (cotidiano) e Roots (de raízes). Estão incluídas aí canções como Be-Bop-A-Lula (no disco Roots), Mind Games (Borrowed Time), Mother (Woman) e Woman is The Nigger Of The World (Working Class Hero). Finalmente, uma coletânea à altura do gênio.

Enfim, é hora de ver Paul

Matéria que eu escrevi, publicada no Jornal da Tarde no dia do primeiro show de Paul McCartney

Por: Felipe Branco Cruz
Fonte: Jornal da Tarde

Somente quando os telões do Estádio do Morumbi começarem a exibir, às 21h, um vídeo de meia hora com a retrospectiva dos mais de 50 anos de carreira de Paul McCartney, é que as mais de 60 mil pessoas esperadas cairão na real de que, realmente, estão prestes a assistir, ao vivo, à performance histórica de um beatle em ação. Tem sido assim há mais de 20 anos. Sempre antes de suas apresentações, McCartney exibe um filme que parece dizer para a plateia: “oi, para quem não me conhece, este sou eu” (como se ele precisasse disso), ao mesmo tempo em que o coloca no devido patamar de uma lenda viva da cultura pop.

Mas antes de tocar em São Paulo nesta turnê, Paul fez show em Porto Alegre (7/11) e Buenos Aires, na Argentina (10 e 11/11), brindando o público com um generoso repertório (veja ao lado) de quase 40 músicas em três horas de apresentação. E quando se diz generoso, é porque nesse set list estão incluídas canções universalmente conhecidas, como Let it Be, Yesterday, I’ve Got a Feeling, Hey Jude, Live and Let Die e Band on The Run, compostas por Paul junto com os Beatles, com o Wings e depois em carreira solo.

Nesta, que é considerada uma das melhores turnês de Paul McCartney, Up and Coming Tour, o público testemunhará no palco um artista que não precisa provar nada para ninguém. Ele não estará ali por dinheiro (já que ele é um dos músicos mais ricos do mundo, com uma fortuna estimada em R$ 2 bilhões), nem por pressões de gravadoras, muito menos para agradar a alguém. Quando empunhar seu tradicional baixo Hofner, McCartney estará no lugar onde se sente mais à vontade no mundo: o palco, diante de milhares de pessoas.

Quem acompanha a trajetória de Paul sabe que, no início da década de 70, quando ele tinha acabado de deixar os Beatles e excursionava com sua nova banda, Wings, Paul se empenhava em provar aos fãs que era mais do que um ex-beatle – era um músico com personalidade própria. Por isso, se recusava a tocar o repertório da banda que o colocou na história. Vieram, então, os anos 80. Um período cheio de problemas para o músico e marcado sobretudo pela morte repentina de seu amigo John Lennon. E, em meados dessa década, veio o fim do Wings.

Paul só começou a retomar o repertório dos Beatles nos anos 90.No começo, incluía quatro ou cinco canções. E elas foram ganhando mais e mais espaço. Nesta turnê, mais de 20 músicas dos Beatles são tocadas a cada noite. E o espetáculo ainda prevê espaço para homenagens aos velhos companheiros de Beatles, como o momento em que Paul entoa o hino pacifista de John, Give Peace a Chance, ou quando, empunhando um ukulele (uma espécie de cavaquinho havaiano), ele canta Something, a balada romântica composta por George Harrison, sempre com imagens dos amigos sendo exibidas nos telões.

Com a morte de John em 1980 e de George em 2001, só restaram Ringo e Paul. Ringo, o baterista, não sai em turnês, o que faz dos shows de Paul oportunidades únicas de presenciar um lendário ex-beatle em ação.

Estrutura
Como se não bastasse a música em si, o público ainda terá à disposição uma excelente parafernália sonora, montada num palco de 26 metros de altura (equivalente a um prédio de 8 andares) por 62 metros de largura, equipados com dois telões de alta definição.

Ao público, algumas recomendações. A CET armou esquema especial de trânsito. Haverá, nas imediações do estádio, áreas específicas para o estacionamento de ônibus fretados, além de bolsões de taxi. O trânsito de veículos no entorno do estádio será interrompido a partir das 23h (veja no mapa ao lado) e algumas ruas terão sentido único. Quem quiser deixar o carro em casa, pode tirar dúvidas sobre linhas de ônibus pelo telefone 156.

No bar do hotel, Paul vira plateia e backing vocal

Por: Julio Maria
Fonte: O Estado de S.Paulo

“E se Paul McCartney me chamasse para cantar para ele? Só para ele?” A cantora paulista Izzy Gordon se perguntou isso, meio que sonhando, enquanto fazia esteira numa academia de ginástica. Claro, seria uma loucura. Afinal, ela já havia cantado para Bono Vox em 2008, e um raio não iria cair duas vezes em sua cabeça. Minutos depois, o celular toca. Era o raio de novo. “Estão querendo você para um show no bar do Hotel Hyatt. Dizem que é para um estrangeiro, deve ser o Paul McCartney”, falou seu produtor.

Izzy e banda seguiram para o Upstairs Bar, do Hyatt, por volta das 22h30 de sábado. Seu nome fora indicado pelo próprio hotel para divertir McCartney e sua mulher Nancy, que fazia aniversário. E ela começou com ‘Parabéns a Você’ em ritmo de samba. Depois de ‘Chega de Saudade’ e ‘O Morro Não Tem Vez’, de Tom Jobim, além de uma música de seu repertório, ‘De Cada Lado’.

Sentado ali à sua frente com Nancy no colo, o ex-beatle parecia gostar bastante. “Ele olhava para você como olhava para o John Lennon”, exagerou o empolgado Bocato, trombonista que tocou com a cantora.

Paul foi para o meio da pista do bar, dançou com a namorada, sambou duro, mas sambou. Brincou com os músicos e cantou abraçado com Izzy ‘É com Esse Que Eu Vou’. Izzy fez um segundo ‘Parabéns a Você’ para Nancy, e nesse momento Paul foi a seu ouvido cochichar: “Cante também para o Sidney, o Sidney.” Quem? “Sy-d-ney”, soletrava Paul. O bendito Sidney era um integrante da equipe dele.

O cachê normal de Izzy é R$ 10 mil. Mas McCartney pechinchou. E fechou em R$ 7 mil.

"O dia em que encontrei Paul McCartney"

Por: Patrícia Campos Mello
Fonte: Estadão

Sir Paul McCartney estava de camiseta clara e bermuda, sem boné nem óculos, e vinha pedalando na bicicleta da frente. Sua namorada, uma morena bonita aparentando uns 45 anos, de boné e bastante maquiagem, estava na bicicleta de trás.

Foi assim, em pleno Parque do Povo, na Vila Olímpia, às 11h, que encontrei o beatle. Eu levava minha cachorra border collie Sarah pela coleira e Sir Paul passou a menos de meio metro. Olhei para uma mulher que caminhava ao meu lado, ela arregalou o olho e dissemos: "É o Paul McCartney!!?"

Olhei para ele, mas Paul não sorriu e pareceu um pouco irritado, com aquela cara de "ai, que saco, fui reconhecido".

Ainda estupefata, peguei o celular na mochila para tirar uma foto. No instante em que eu ergui o BlackBerry, surgiu um segurança, também de bicicleta.

"No pictures!", disse ele, um loiro de uns 50 anos, que vinha seguido por outro segurança de bicicleta. Imagino que havia outros seguranças circulando de bicicleta pelo parque.

"Eu não sou paparazzo, moro aqui do lado, só queria tirar uma foto de longe", disse.

"Por favor, não faça isso. Você vai me deixar muito bravo se fizer isso. Guarde o celular já", continuou, em inglês, sorrindo mas com firmeza, com um sotaque britânico.

Abaixei o BlackBerry, mas ainda não me dei por vencida e tentei novamente. Comecei a andar em direção a Paul, mas o segurança de novo se aproximou e disse: "É sério. Você vai me deixar muito bravo se fizer isso".

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Paul McCartney vai embora e deixa boas lembranças

O ex-beatle Paul McCartney e sua banda deixaram ontem o hotel onde se hospedavam, no Morumbi, em São Paulo. Embarcaram ainda pela manhã na direção do Reino Unido, segundo confirmou sua assessoria. Com o ex-beatle, foi embora uma entourage de 110 pessoas, a equipe responsável pela montagem da "Up and Coming Tour", que encantou São Paulo em duas apresentações no Morumbi.

O cantor, de 68 anos, apresentou-se para cerca de 178 mil pessoas no País em três shows, nos Estádios do Beira-Rio (Porto Alegre) e do Morumbi (São Paulo). Centenas de personalidades foram ao Morumbi ver o concerto. "McCartney em grande forma, mais de duas horas, sem parar. Temos idade parecida, e ele mostra enorme energia e prazer no que faz. Como eu", brincou o ex-candidato à presidência José Serra, em mensagem no Twitter.

O site do ex-beatle ainda não traz informações sobre qual será o próximo concerto pelo mundo. "São Paulo, nunca esquecerei seus lindos sorrisos e lágrimas... e 60 mil balões brancos", escreveu no Twitter, ontem, o guitarrista de Paul, Brian Ray. Ele também comemorava o fato de ter vendido em São Paulo (após ter sido autorizado por Paul) todas as cópias de seu mais recente CD solo, "This Way Up".

Turnê - Ao todo, McCartney ficou 17 dias na América do Sul. Além dos shows, deixou uma imagem de simpatia e elegância. Blogs e sites ainda exibem fotos de seu passeio de bicicleta (andou pela Rua Tabapuã, no Itaim-Bibi, e foi até o Parque do Povo, no sábado).

Sua última reverência ao Brasil, no show de segunda-feira, foi à música brasileira, cantarolando o hit "Chove, Chuva", de Jorge Ben Jor - o grupo Black Eyed Peas também demonstrou afeto pela canção em seu show recente no Rio de Janeiro, tocando-a com o próprio Ben Jor. A turnê "Up and Coming Tour" teve 29 apresentações pelo mundo desde março. Paul também fez um show de surpresa em Nova York, em um talk-show.

Fonte: O Estado de S. Paulo.

Flagrantes de Paul McCartney no Brasil

Imagem de Paul McCartney deixando o hotel em São Paulo

Paul McCartney andando de bicicleta no Parque do Povo, em São Paulo

Vídeo que fiz de Paul McCartney deixando o hotel em SP

Abaixo o vídeo que fiz na porta do hotel Hyatt, no momento em Paul McCartney acena para os fãs. Ele estava indo para o Estádio fazer o primeiro show, no domingo.

Vídeos da passagem de Paul McCartney em São Paulo

















Vídeos da passagem de Paul McCartney em Porto Alegre



















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