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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Como nasceu Strawberry Fields Forever


É evidente que Strawberry Fields Forever é uma música extremamente elaborada. Toda orquestrada, cheia de efeitos sonoros. Uma obra prima. John Lennon levou três anos para compor. Desde os primeiros acordes, feito em uma harmônica, até a orquestra que a acompanha.

O vídeo abaixo reuniu todas as fases de composição da música, desde 1964, quando John Lennon estava em turnê com os Beatles pelos Estados Unidos, passando por sua temporada na Espanha, para gravar um filme, até as gravações caseiras que fez no sótão de sua casa.

O vídeo é longo, mas vale a pena assistir para ver como John Lennon trabalhou e retrabalhou nesta música até que ela atingisse o que ela é hoje.




sábado, 9 de junho de 2012

Liverpool celebrará 50 anos de ‘Love Me Do’ com grande homenagem aos Beatles



A cidade britânica de Liverpool se prepara para as comemorações do 50º aniversário de Love Me Do, o primeiro single dos Beatles, gravado no dia 6 de junho de 1962, e uma das músicas responsáveis por impulsionar o quarteto ao estrelato mundial.

Apesar do lendário quarteto, formado por Paul McCartney, Ringo Starr, John Lennon e George Harrison, ter se reunido em 1960, a data oficial de sua formação é celebrada dois anos depois, justamente quando o grupo se reuniu para a primeira sessão de gravação no emblemático estúdio Abbey Road.

Foi no ano de 1962 que um de seus principais integrantes entrou na banda, o baterista Ringo Starr – que segue vivo ao lado de Paul McCartney. Neste mesmo ano, o quarteto de Liverpool também lançou o pegajoso hit Love Me Do, o primeiro single do grupo, que, por sua vez, começou a fazer um enorme sucesso nas rádios do país pouco tempo depois.

Essa alegre canção, que gira em torno de dois simples acordes, transformou o Beatles em um grupo internacional. Isso porque, com Love Me Do, o grupo deixou de ser “uma banda local” para levar suas melodias para além do condado de Merseyside.

“Esse faixa (extraído do álbum de estreia Please, Please Me) foi o que tornou o grupo famoso no mundo todo”, assegurou à Agência Efe Jerry Goldman, diretor-geral da The Beatles Story, um centro que há 22 anos se dedica em narrar a evolução do quarteto de forma gráfica.

“Antes dessa canção, os Beatles eram apenas um grupo bastante popular na região (de Liverpool). No entanto, ninguém conhecia a banda fora desta cidade”, acrescentou Goldman.

Já George Martin, o lendário produtor que era apelidado de “quinto Beatle”, lembrou em alguma ocasião o curioso processo de formação de Love Me Do, que chegou a ser gravado em três vezes com bateristas diferentes.

Em princípio, o baterista era Pete Best. Ele que estava no comando das baquetas na gravação de 6 de junho de 1962, que fez parte de uma audição para EMI nos estúdios londrinos de Abbey Road, um lugar que passou a ser cultuado por qualquer fã que se preze.

No dia 4 de setembro deste mesmo ano, quando Ringo Starr já tinha substituído Best, a música foi gravada para retornar aos estúdios. Sete dias depois, o grupo voltou aos estúdios para uma nova gravação, agora com Andy White na bateria e Starr restrito a uma meia-lua.

The Beatles Antology, um documentário de oito episódios, três álbuns e um livro monográfico, explica que esse singles foi um dos primeiros escritos pela célebre dupla Lennon e McCartney, embora este último assuma a autoria de mais estrofes.

Dada a relevância da banda, 2012 será um ano especial para Liverpool, que homenageia seus quatro filhos ilustres com uma série de atividades comemorativas.

Os atos previstos destacam a participação da Royal Philarmonic Orquestra, que interpretará temas de Lennon e McCartney, e do mítico clube The Cavern, que deverá ser oficialmente tombado. A casa de show onde o quarteto “nasceu” ainda apresentará uma série de show em tributo.

Outro clássico de Liverpool, o festival anual de Matthew Street, realizado no final de agosto, deverá exaltar e rememorar algumas das principais músicas dos Beatles.

Mas, apesar de todos os mitérios e indefinições, a principal comemoração será realizada no dia 5 de outubro, a mesma data em que Love Me Do chegou ao mercado.

Essa canção chegou ao posto de 17º nas listas de sucessos do Reino Unido após seu lançamento e, em 1964, já aparecia no topo das paradas americanas.

Com 13 álbuns de estúdio, uma recopilação, 13 EP’s (um deles duplo) e 22 singles em apenas oito anos de carreira (1962-1970), a “poção” mágica que transformou os Beatles em verdadeiros ícones da música internacional foi “a mistura entre música e personalidade”, aponta Goldman.

A trajetória do grupo mais famoso do mundo começava a chegar ao fim meses depois da conclusão da gravação de seu décimo segundo álbum de estúdio, Abbey Road (16 de setembro de 1969), quando os quatro músicos já estavam envolvidos em projetos solos.

O encarregado de anunciar a separação da banda foi McCartney, que emitiu um comunicado há 42 anos, no dia 10 de abril de 1970, para explicar que os quatro meninos de Liverpool já não voltariam a tocar juntos.

Fonte: Combate Rock

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Filme mais antigo dos Beatles fez 50 anos



Este é o filme mais antigo sobrevivente (Super 8mm) dos Beatles, que se tornou disponíve.O filme foi descoberto em 1973 pelo filho do fotógrafo. Ele foi leiloado na Sotheby em 1996.

O filme mostra pessoas bebendo, jogando sinuca e assistindo a banda. Os Beatles são vistos em dois segmentos distintos, que parecem representar duas músicas diferentes que estão sendo tocadas.No primeiro segmento, George é visto cantando.No segundo segmento, Paul está cantando. John não é visto em um microfone. Pete Best não aparece no filme.

A quantidade total de tempo para os dois segmentos dos Beatles é de 30 segundos. Na época do leilão da Sotheby, trechos do filme foram mostrados na ITN News no Reino Unido e Extra nos EUA. Em 2004, a maioria, se não todos, o clipe foi apresentado no DVD  do Pete Best, Best Of The Beatles. O clipe apresentado aqui parece ser o clipe inteiro, porque ele se encaixa em 30 segundos e dispõe de duas músicas diferentes.


Esse show foi em Birkenhead no local St. Paul's Church Hall no dia 10 de fevereiro de 1962.Como pode ver o ingresso original acima.

Fonte: The Beatles Movies

domingo, 1 de janeiro de 2012

Ex-empresário dos Beatles fica sem dormir até hoje



Nove Libras. Esse foi o preço que Brian Epstein pagou a Allan Williams pelo passe dos Beatles, em 1962. Hoje, com 81 anos, a decisão ainda atormenta o empresário.


“Ainda fico sem dormir, 50 anos depois. Ninguém poderia imaginar que eles se tornariam o que se tornaram. Na época, haviam trezentos grupos tão bons quanto eles em Liverpool. Lembro de, um ano mais tarde, vê-los em uma apresentação diante da Rainha. Joguei um copo na televisão”, declarou o ex-manager ao Daily Mail.
Fonte: Whiplash

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Uma visão pessoal da rua Abbey Road



Silvio Boccanera, fã dos Beatles, e que mora perto da Abbey Road mostra nessa matéria sua visão pessoal da rua imortalizada pelo quarteto de Liverpool. Muito bacana essa reportagem

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Nowhere Boy: drama da juventude de Lennon

Por: Lucia Camargo Nunes

Talvez o maior problema dos filmes baseados em fatos reais, principalmente os de personagens contemporâneos, seja a vontade de deixá-los muito perecidos com os da vida real. Mais do que achar um bom John Lennon ou um Paul McCartney convincente, a produção quer encontrar sósias. E geralmente isso não dá certo.

Mas a diretora Sam Taylor-Wood quis algo diferente em Nowhere Boy, que faz um recorte na vida de Lennon aos 17 anos. Ela escolheu um elenco de primeira - Kristin Scott-Thomas, como a rigorosa tia Mimi; Anne-Marie Duff, como a errática Julia; o promissor Aaron Johnson, que faz John, e até o esquisitinho Thomas Sangster, como Paul McCartney.

Desde Backbeat, longa de 1994 que mostra o início da carreira dos Beatles em Liverpool e Hamburgo, focando em Stuart Sutcliffe, não se via uma produção tão boa dos Beatles. Aliás, os Beatles pouco participam de Nowhere Boy. É, antes de mais nada, a história de rapaz que vive em família desestruturada numa Liverpool pós guerra. E o foco é uma fase turbulenta da juventude de Lennon: a morte de seu tio George, a aproximação com a mãe Julia, de quem mal se lembrava, a descoberta de Elvis e seu interesse pela música.

O filme não se preocupa em destrinchar a personalidade do gênio John Lennon. Prefere centrar nos conflitos emocionais e familiares. Por isso é um filme sensível, inspirado na vida de Lennon, e que pode ser visto por fãs e não fãs que apreciam um bom drama.

A diretora deixa apenas uma palhinha de música com os Beatles e quando sobem os letreiros a sensação que se tem é de querer ouvir mais, de ver mais, de saber mais.

Se o filme é baseado também em personagens vivos, caso de Paul McCartney, é curioso saber o que ele achou do filme. Macca, na verdade, criticou Nowhere Boy. Ele contou a um site americano que chegou a dizer à diretora Sam Taylor-Wood que havia cenas erradas, mas ela simplesmente respondeu de maneira desinteressada. "Sim, Paul, mas é só um filme", ela disse. E Macca dá exemplo de uma cena que não gostou: "John realmente me deu um soco, como foi mostrado em 'Nowhere Boy', mas o meu personagem é um tipo de cara tranquilo, parece que não me importei com isso."

Além de Beackbeat, caprichado em áudio e vídeo, outra dica de filme para fãs sobre os Beatles, embora seja ficção, é o longa Two Of Us, de 2000. Nele, um suposto e misterioso encontro entre John e Paul teria ocorrido em 1975, em Nova York. Ambos estão disponíveis em locadoras.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Paul distribui batatas e chás aos fãs em Liverpool

Paul McCartney fez sua última apresentação do ano em sua cidade natal, dia 20. Ele tocou no O2 Academy, em Liverpool, para apenas 1.200 pessoas feitas sardinhas em lata. Algumas curiosidades sobre este show, numa Liverpool coberta de neve:

- Paul chegou dirigindo seu próprio carro, com Nancy Shevell ao seu lado

- Antes do público entrar, pessoas viram a pequena Beatrice, filha de 7 anos, dedilhando seu piano

- Durante a apresentação, citou que havia vários familiares na plateia e fãs de todo o mundo



- Inspirado, fez discurso de que os políticos deveriam ouvir e atender as pessoas comuns, referindo-se às antigas instalações do Carvern Club, local onde os Beatles iniciaram a carreira e foi demolido posteriormente. Depois disse: "Se eles podem desenterrar as pirâmides então por que não o Cavern?"

- Paul não cantou "Live And Let Die" (o que também não ocorreu no 100 Club, de Londres) por questões de segurança com a pirotecnia.

- Também não tocou "Here Today" nem "Wonderful Christmastime"

- Quando retornou para o bis e a plateia ainda estava cantando "Hey Jude", ele disse: "Estou feliz por vocês me chamarem de volta!"

- Por fim, a organização distribuiu brindes na saída e ainda batatas fritas, chá e café para os fãs que enfrentariam o frio e a neve de Liverpool

Confira o set list de Liverpool O2 Academy, 20 de dezembro de 2010

1. Honey Hush
2. Magical Mystery Tour
3. Jet
4. Got To Get You Into My Life
5. All My Loving
6. One After 909
7. Drive My Car
8. Let Me Roll It/Foxy Lady (cantarolou trecho de "Baby Face")
9. The Long and Winding Road
10. Nineteen Hundred And Eighty Five
11. Don't Let The Sun Catch You Crying
12. Maybe I'm Amazed
13. Blackbird
14. Calico Skies
15. I've Just Seen A Face
16. And I Love Her
17. Petrushka
18. Dance Tonight
19. Eleanor Rigby
20. Hitch Hike
21. Highway
22. Something
23. Band On The Run
24. Back In The USSR
25. Ob-La-Di, Ob-La-Da
26. Back In The USSR
27. A Day In The Life/Give Peace A Chance
28. Let It Be
29. Hey Jude with Baby Face intro

Bis 1
30. Day Tripper
31. I Saw Her Standing There
32. Get Back

Bis 2
34. Yesterday
35. Lady Madonna
36. Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band/ The End

Fontes: Liverpool Echo, Liverpool Daily Post, Donna Jackson and Bob Gannon, do MaccaReport.com/ Fotos: Liverpool Daily Post e Donna Jackson

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

"Abbey Road": 40 anos da mítica capa dos Beatles



Fonte: G1

Há 40 anos, os Beatles tiraram algumas fotos cruzando uma faixa de pedestres na londrina rua de Abbey Road, sem saber que essa imagem tão simples se transformaria com o tempo em uma das capas mais famosas de sua discografia.

No dia 8 de agosto de 1969, os "quatro rapazes de Liverpool" foram imortalizados sobre aquela faixa de pedestres, situada no bairro de St John's Wood (norte de Londres), na célebre e tão imitada foto que se transformou em um ícone da história do pop.

Centenas de fãs do quarteto devem repetir o ato e cruzar aquela faixa às 10h35, exatamente quatro décadas depois de o fotógrafo Iain Macmillan captar a famosa fotografia do disco "Abbey Road".

Além disso, uma banda de tributo aos Beatles, a "Sgt Pepper's Only Dart Board Band", participará do ato vestida com uma roupa similar àquela que o grupo usava há quatro décadas.

Quarenta anos atrás, John Lennon, Ringo Starr, Paul McCartney e George Harrison entraram nos estúdios da EMI em Abbey Road para trabalhar naquele que seria seu último álbum em conjunto ("Let it Be" foi lançado um ano mais tarde, mas foi gravado antes da separação).

O disco levaria o título "Everest", em homenagem à marca de cigarros favorita de Geoffrey Emerick, engenheiro de som dos Beatles, mas a idéia de ter o Himalaia na capa não animou muito Lennon e companhia.

Segundo Brian Southall, autor de um livro que conta a história dos estúdios da EMI, "há um desenho que Paul McCartney fez de quatro homenzinhos estranhos atravessando uma faixa de pedestres", que "deu uma boa idéia" à banda.

Sem estarem totalmente convencidos, os quatro músicos saíram naquele dia 8 de agosto na companhia de Iain Macmillan - que conheceu os Beatles através de Yoko Ono - e fizeram a famosa pose na faixa de pedestres em frente aos estúdios da EMI.

"Eles deram a Macmillan uns 15 minutos, que subiu numa escada enquanto um policial segurava o trânsito. A banda caminhou pra frente e para trás várias vezes e nada mais do que isso", relatou à "BBC" Southall, amigo do fotógrafo, falecido em 2006.

A foto mostra John, Ringo, Paul e George cruzando em fila indiana a faixa de pedestres, em uma rua iluminada onde se destaca um Fusca branco estacionado à esquerda.

Na imagem, fruto de uma sessão em que Macmillan só tirou seis fotos, chama a atenção o fato de McCartney (de terno escuro) aparecer descalço e sem marcar o mesmo passo que seus companheiros.

Segundo uma teoria muito divulgada na época, a cena representaria uma procissão fúnebre na qual McCartney seria o morto; Lennon (de terno branco), o sacerdote; Starr (terno negro), o agente funerário; e Harrison (de camisa e calças jeans), o coveiro.

A decisão final de usar a curiosa foto como capa do disco ficou a cargo de John Kosh, diretor criativo dos estúdios da EMI, que achou desnecessário incluir o nome do grupo na capa, porque "era a banda mais famosa do mundo".

Como lembrança vale a pena destacar que o fusca branco, de propriedade de um vizinho de Abbey Road, teve a placa (de número "28IF") roubada várias vezes após o lançamento do disco.

O carro foi arrematado em um leilão realizado em 1986 por $23 mil dólares, e atualmente está exposto no museu da Volkswagen em Wolfsburg (Alemanha).

"Abbey Road", que contém clássicos como "Come Together" e "Here Comes The Sun", foi lançado em 26 de setembro de 1969 e, de acordo com a revista musical "Rolling Stone", é um dos 14 melhores discos de todos os tempos.

Várias bandas imitaram a mítica capa, como os "Red Hot Chili Peppers" em seu disco "The Abbey Road E.P." (1988), só que sem estar vestindo qualquer roupa.

Com os anos, a faixa de pedestres se tornou uma grande atração turística onde os visitantes tentam seguir os passos do conjunto de Liverpool e, porque não, tirar a tão famosa foto.

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