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sexta-feira, 5 de abril de 2013

Guitarra que já foi usada por John Lennon e George Harrison vai a leilão


Fonte: G1

Uma guitarra elétrica tocada por John Lennon e George Harrison no auge da fama dos Beatles deverá ser vendida por cerca de US$ 200 mil e US$ 300 mil em um leilão em maio, afirmou a casa de leilões Julien's Auctions, na quinta-feira (21).

A guitarra customizada VOX, peça central de um leilão de "Ícones da música", foi usada pelos dois astros durante o período da turnê da banda britânica "Magical mystery tour".

Harrison usou-a para ensaiar a música "I am the walrus", de 1967, enquanto Lennon usou a guitarra neste mesmo ano, durante a gravação de um vídeo para "Hello, goodbye". Ambas as músicas foram incluídas no álbum "Magical mystery tour".

A Julien's Auction, com sede em Beverly Hills, nos EUA, disse que a guitarra foi dada de presente em 1967 para Yanni "Magic Alex" Mardas, o engenheiro eletrônico da gravadora da banda, Apple Records. O diretor-executivo da casa de leilões Julien, Martin Nolan, considerou a guitarra "uma das peças mais históricas da memorabília de música" que já foram oferecidas pela casa de leilões.

Outros itens dos Beatles que estarão à venda no leilão de 18 de maio, em Nova York, incluem uma cópia do álbum de estreia dos Beatles "Please, please me", de 1963, assinado por todos os quatro membros da banda e que tem um preço estimado de entre US$ 30 mil e US$ 50 mil. Uma cópia do livro de histórias e desenhos de Lennon "In his own write", de 1964 - também assinado pela banda - pode valer até US$ 30 mil.

Figurinos, objetos pessoais e lembranças de Elvis Presley, Michael Jackson, The Grateful Dead, David Bowie e do galã adolescente dos anos 1970 David Cassidy também estarão à venda. A guitarra VOX será exposta de 16 de abril a 5 de maio no Museu de Ícones do Estilo em Newbridge, Irlanda, antes do leilão de Nova York.

Lennon foi assassinado em Nova York em 1980, e Harrison morreu de câncer de pulmão em Los Angeles em 2001, deixando Paul McCartney e Ringo Starr como os membros sobreviventes do Fab Four.

Cartas Marilyn "perdida" e John Lennon zangado vão a leilão



Fonte: Notícias ao Minuto

Em Maio será leiloado um conjunto de artefactos de um coleccionador anónimo, que inclui uma carta de Marilyn Monroe ao seu mentor Lee Strasberg, onde a actriz se mostra desesperada e “perdida”, lê-se no site da ABC News.

Na carta, Monroe diz estar “envergonhada” mas agradece “pela compreensão” e por Lee Strasberg “ter mudado” a sua vida, apesar de confessar que mesmo com as mudanças ainda está “perdida”, admitindo que já não se consegue “recompor”. Na mesma carta, Marilyn fala em suicídio e diz que a sua “vontade é fraca” e que acha estar “a ficar louca”.

Também pronta para ir a leilão está uma carta para Linda e Paul McCarteney, escrita em 1971, de um John Lennon irritado. Na missiva, Lennon chama McCartney de ‘velho’ e diz que aquilo que o colega escrevia soava a “meia idade”, revelando as tensões existentes na banda no início da década de 70. Na missiva Lennon coloca ainda em causa o impacto da música dos Beatles na “arte actual”.

As palavras de desespero de Marilyn podem agora render cerca de 39 mil euros, mas espera-se que a raiva de John alcance os 47 mil euros no leilão.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Como nasceu Strawberry Fields Forever


É evidente que Strawberry Fields Forever é uma música extremamente elaborada. Toda orquestrada, cheia de efeitos sonoros. Uma obra prima. John Lennon levou três anos para compor. Desde os primeiros acordes, feito em uma harmônica, até a orquestra que a acompanha.

O vídeo abaixo reuniu todas as fases de composição da música, desde 1964, quando John Lennon estava em turnê com os Beatles pelos Estados Unidos, passando por sua temporada na Espanha, para gravar um filme, até as gravações caseiras que fez no sótão de sua casa.

O vídeo é longo, mas vale a pena assistir para ver como John Lennon trabalhou e retrabalhou nesta música até que ela atingisse o que ela é hoje.




quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Viúva de George Harrison veta construção de estátua do ex-Beatle


Fonte: CifraClub

A viúva do músico George Harrison se recusou a apoiar a construção de uma estátua em memória ao seu ex-marido na pequena cidade de Henley-on-Thames, em Oxfordshire, no Reino Unido. O local foi o lar do ex-Beatle desde os anos 70 até seu falecimento, em 2001.

James Lambert, um morador de Henley-on-Thames, enviou uma carta para a viúva de Harrison, propondo a construção de uma estátua do ex-Beatle. De acordo com a BBC, Lambert queria “reconhecer a contribuição de George a Henley e o afeto que a cidade tinha por ele”.

Lambert circulou uma petição para construção da estátua pela cidade, relembrando os projetos que o guitarrista se envolveu. “Ele ajudou a tentar salvar o cinema local, trabalhou com muitas comunidades e negócios locais”, disse o morador.

Olivia Harrison, viúva de George, negou a construção da estátua e argumentou dizendo que “preferia que todo esse esforço fosso utilizado para a construção de um projeto para a comunidade, que levasse o nome de seu ex-marido”.

“É levemente frustrante, mas devo respeitar a vontade de Olivia, visto que ela ainda tem uma casa na cidade”, lamentou Lambert, à BBC.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Beatles terão filme feito a partir de registros de fãs nos anos 60



Fonte: Terra

Os Beatles terão um filme feito a partir de gravações da década de 60. A Apple Corps autorizou que a produtora One Voice One World comece a procurar imagens amadoras ou profissionais da época. As informações são do site NME.

O filme, que se chamará The Beatles Live! Project, terá, além de imagens, músicas, entrevistas e histórias dos 250 shows que a banda fez em 116 cidades entre outubro de 1963 e agosto de 1966. Um vídeo pedindo aos fãs que disponibilizem seus registros foi colocado no site oficial do projeto, Thebeatlesliveproject.com.

A busca pelos registros começou na manhã desta quinta-feira (15). A produtora está procurando arquivistas, colecionadores, fã clubes, restauradores de filmes, acadêmicos e escritores que possam ajudar na realização do filme.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Lizzie Bravo.“O Paul perguntava coisas do Brasil e ajudou-me nos trabalhos da escola”

Aos 15 anos, uma menina carioca foi a Londres conhecer os Beatles. Passados dois anos e meio voltou para casa com fotografias, autógrafos e uma canção gravada com a banda mais famosa do mundo. Agora prepara um livro sobre a sua história.



Fonte: IO Online

Acabada de sair de um colégio de freiras, Lizzie Bravo decide ir para Londres em perseguição dos quatro de Liverpool. Hoje, aos 61 anos, relata com felicidade as temporadas à porta dos estúdios de Abbey Road, de Fevereiro de 1967 a Outubro de 1969. Já na ressaca da beatlemania, a banda atravessava o período mais criativo, com discos como “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” (1967) ou o “White Album” (1968). Acabou por participar numa gravação de “Across the Universe”, na qual cantou cara a cara com o seu ídolo, John Lennon. O take editado acabaria por não ser feito nesta sessão, ficando a participação da carioca imortalizada em raridades. A vida póstuma de Lizzie como cantora, inspiração do letrista Zé Rodrix e assistente de Milton Nascimento, são meras sombras de um passado glorioso na porta da casa de Paul McCartney em fuga da polícia.

Antes de conhecer os Beatles, que música ouvia?
Sempre ouvi muita música. A minha mãe cantava e o meu pai tinha uma grande colecção de discos, desde jazz a música clássica. Não ouvia rock, gostava de música francesa e brasileira.

Quando é que os quatro de Liverpool entraram na sua vida?
O meu pai trouxe-me dos EUA o primeiro disco dos Beatles, naquela época chegava tudo muito atrasado ao Brasil. Gostei do disco, mas não fiquei encantada. Quando vi o filme “Hard Day’s Night” (1964) no cinema, tudo mudou. Vê-los ao vivo e a divertir-se teve um grande efeito em mim. Depois de muitas idas ao cinema para ver o mesmo filme, acabei por conhecer muitas pessoas que eram fãs, quase sempre meninas. Criámos no Rio de Janeiro um novo movimento de amizade pelos Beatles.

Aos 15 anos saiu de um colégio de freiras e foi sozinha para Londres. Como?
No final de 1966, os Beatles anunciaram que não iam tocar mais ao vivo. Eu e a minha melhor amiga, Denise, começámos a perceber que, se não fôssemos a Londres, não íamos ter mais nenhuma oportunidade de os conhecer. No Brasil, quando alguém fazia 15 anos, tinha uma grande festa para se apresentar à sociedade e ia numa excursão pela Europa. Convencemos os nossos pais que devíamos ir as duas para Londres. A Denise foi logo em Janeiro de 1967. Enquanto eu esperava pela autorização do meu pai, ela enviou-me o meu primeiro autógrafo do John Lennon. No dia 13 de Fevereiro de 1967 aterrei em Londres.

Qual foi a primeira coisa que fez em Londres?
Quando cheguei, a Denise já estava à minha espera. Largámos logo as malas no hotel e fomos correndo para os estúdios de Abbey Road. Nessa mesma noite, vi o John, Paul, George, Ringo e o Brian Epstein (manager dos Beatles). O primeiro Beatle que conheci foi o John, o meu favorito.

E os seus pais deixaram-na ficar em Londres?
Os meus pais não sabiam que eu não ia voltar para o Brasil, mas eu sabia. Passados alguns meses pararam de me enviar dinheiro, tentaram fazer um grande movimento para eu voltar. Arranjei trabalho como empregada doméstica e babá, por isso eles acabaram por se conformar.

Ficava todos os dias em Abbey Road?
Os dias começavam de tarde, em casa do Paul. A casa era perto do estúdio e normalmente estava lá o John. Depois esperávamos que eles fossem para o estúdio e ficávamos até eles irem embora, quando já era de noite. Na hora que eles entravam em Abbey Road, éramos sempre cerca de 15 pessoas, mas na hora de saída éramos apenas duas ou três. A maior parte das meninas tinha de ir para casa ter com as suas famílias, mas eu e a Denise ficávamos a noite inteira. Era normal vermos o sol a nascer.

Os seguranças não vos mandavam embora?
Não existiam seguranças, havia apenas o porteiro de Abbey Road, o Neil Aspinall e o Mal Evans (assistentes da banda). Uma vez ou outra diziam para nos afastarmos, mas não havia qualquer segurança. Em casa do Paul era mais complicado, os vizinhos costumavam chamar a polícia. A polícia mandava a gente embora, nós dávamos a volta ao quarteirão e regressávamos ao mesmo sítio. Uma vez tentei explicar ao polícia: “Mas, moço, o John Lennon está ali dentro, eu não posso sair daqui!”

As mulheres dos Beatles não ficavam invejosas?
Nem por isso. Eram todas muito simpáticas connosco. A Cynthia Lennon era uma fofa, a Pattie Boyd também. A Yoko Ono era muito tímida, mas eu sempre gostei dela. Quando ela apareceu a primeira vez no estúdio, estranhámos muito, ela era muito diferente, tinha aquele estilo beatnick. Eu gostava de fazer tricô, fiz um xaile para ela e um cachecol para o John. Tenho duas fotos dele com esse cachecol.

O que aconteceu a 4 de Fevereiro de 1968?
Estávamos meia dúzia de pessoas na porta do estúdio e apareceu o Paul a perguntar se alguma de nós conseguia sustentar uma nota aguda. Como sempre cantei no coro da escola, falei que conseguia. Não sabia para que era, ele disse apenas: “Eu já volto.” Passado um bocado chamaram-me para o estúdio e estavam a olhar para mim os quatro Beatles e o George Martin. A primeira coisa que o Paul pediu foi para eu cantar em brasileiro, mas fiquei com vergonha e não cantei. Depois, Paul chamou também a minha amiga inglesa Gayleen Pease. O John mostrou-nos a canção “Across The Universe” no violão e o Paul acompanhou no piano. Depois o George estava tocando um instrumento indiano. Fiz os coros no microfone com o John. Ficámos duas horas e pouco a cantar e a conversar com eles. Foi um clima muito legal, não foi nada constrangedor. Na época, não tivemos muita noção do que estava a acontecer, só os nossos amigos sabiam que tínhamos cantado com eles.

Existe aquele mito de que o Paul era o mais simpático, é verdade?
Sim, ele era a pessoa mais fácil de conversar. As meninas eram todas apaixonadas por ele, mas eu não. O Paul perguntava-me coisas do Brasil, se tinha saudades da minha mãe, e ainda me ajudou nos trabalhos da escola. Eu prestava sempre mais atenção ao John, mas ficava muito nervosa e não conseguia falar bem com ele. Perguntava-lhe sempre pelo Julian.

Em 1969 foi embora, porquê?
A verdade é que já estava cansada, em Londres tinha de trabalhar muito. Os Beatles também já não passavam muito tempo juntos, na altura do “Sgt. Pepper’s” eles não iam sozinhos para lado nenhum. Quis dar outro rumo na minha vida.

No ano seguinte, George Harrison gravou a faixa “Apple Scruffs”. Perceberam que era para vocês?
Claro! As meninas que trabalhavam na Apple eram muito arrumadas e modernas, e nós não usávamos maquilhagem e tínhamos roupa rota. Um grupo de minhas amigas se auto-intitulou Apple Scruffs, como quem diz farrapos. Eu já tinha ido para o Brasil quando o George estava a gravar o “All Things Must Pass” [1970]. Quando ele acabou essa canção, chamou elas ao estúdio para ouvirem.

Em 1990, enquanto trabalhava como assistente de Milton Nascimento, teve um encontro com um velho amigo.
O Paul estava numa pequena colectiva de imprensa para anunciar o concerto do Maracanã. Quando a apresentação acabou, ele teve de cumprimentar as pessoas uma a uma e eu estava no fim da fila. Na minha vez ele parou e disse: “Porque é que eu me lembro de você?” Eu falei: “Porque já cantei consigo.” Ele lembrou-se logo e ficámos a conversar um bom bocado, foi muito legal.

domingo, 9 de setembro de 2012

Jaqueta de George Harrison vai a leilão em dezembro



Fonte: Jornal Floripa

Uma jaqueta de couro usada por George Harrison em um show dos Beatles será leiloada em dezembro. A peça, segundo a casa de leilões Bonhams, está avaliada entre US$ 143 mil e US$ 190 mil.

Harrison vestiu a roupa em uma apresentação dos Beatles em Hamburgo, na Alemanha, e no Cavern Club, em Liverpool, no começo dos anos 1960.

Além da jaqueta, os compradores poderão dar lances em uma camisa usada por Harrison em um show beneficente em 1971, no Madison Square Garden, em Nova York, e em um par de botas de couro da década de 1990.

A venda será realizada no dia 12 de dezembro, em Londres.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Hoje na História: 1966 - Nos EUA, Beatles realizam último concerto ao vivo



Fonte: Opera Mundi

Em 29 de agosto de 1966 tem lugar o derradeiro concerto dos Beatles, no Candlestick Park, na cidade de San Francisco, Califórnia.

Composto de quatro jovens ingleses de Liverpool (John Lennonm, nascido em 1940, Paul McCartney, em 1942, George Harrison, em 1943 e Ringo Starr, em 1940), o grupo formou-se no fim da década precedente, adotando o nome fetiche em 1960.

Era o fim do decênio do rock and roll, inaugurado pelo ‘‘Deus de Memphis", Elvis Presley, mas marca também o apogeu dos anos 1960, período de intensa criatividade cultural. E o final também de um período de 4 anos dominado por turnês que incluíram cerca de 1.400 apresentações em concertos de nível internacional. No último giro, o grupo teve uma série de contratempos, decorrentes da declaração de Lennon à jornalista Maureen Cleave do Evening Standard de que “os Beatles eram mais populares que Jesus".

O comentário passou quase despercebido na Inglaterra, porém no outro lado do Atlântico começaram a ter demasiadas dificuldades e hostilidades por parte dos meios de comunicação norte-americanos, que incluíam queima de discos e boicote aos shows por parte da Ku Klux Klan. Nem bem chegaram a Chicago, em 11 de agosto de 1966, Lennon teve de pedir desculpas por seus comentários. Com todo este ambiente hostil, decidiram não continuar apresentando-se ao vivo. Já estavam enfastiados, sobretudo Lennon e Harrison. McCartney teve de dar-lhes razão. As turnês se haviam mostrado perigosa para sua própria integridade física.

No dia do último concerto tocaram ante aproximadamente 25 mil pessoas – o estádio tinha capacidade para 42,5 mil – e o conjunto de canções durou somente 33 minutos.

O show começou às 21h27, e teve o seguinte playlist: "Rock and Roll Music", "She's a Woman", "If I Needed Someone", "Day Tripper", "Baby's in Black", "I Feel Fine", "Yesterday", "I Wanna Be Your Man", "Nowhere Man", "Paperback Writer" e "Long Tall Sally". Também se diz que no final John começou a tocar uns acordes de "In My Life". Por tudo isto, a atuação em Candlestick Park passaria para a posteridade. Os fãs continuavam a se manifestar histericamente, entretanto ignoravam que este seria o último concerto.

O concerto foi gravado em sua quase totalidade a pedido de Paul, ficando cortada “Long Tall Sally” por falta de fita de

gravação. Tony Barrow assessor de imprensa foi o encarregado de registrar o concerto em uma gravadora de cassete Philips com um microfone Bayer. Barrow pôde gravá-los diretamente dos alto-falantes gigantes. Sabe-se que uma fã de 15 anos filmou partes do show, um fragmento que se vê no documentário The Unseen Beatles. Até hoje não se sabe se o concerto foi filmado integralmente. À parte, há outro documentário intitulado “The Beatles Live In San Francisco” no qual se pode apreciar os concertos que o grupo deu nesta localidade e entrevistas de várias pessoas presentes e o famoso fotógrafo Jim Marshall que captou fotos, inclusive dos bastidores.

A decisão de acabar com as turnês já havia sido tomada. Talvez por isso tanto John como Paul levaram consigo ao palco câmeras fotográficas para retratar para registros futuros os membros da banda e o público.

Candlestick Park significou também o fim da loucura gerada pelos Beatles durante todos aqueles anos. A Beatlemania dos gritos ensurdecedores chegava ao seu final, porém Candlestick Park e sobretudo a cidade de San Francisco assistiriam ao início do movimento hippie. Um ano depois, o Monterrey Pop Festival o demostraria. Os Beatles não estavam presentes, porém em espírito acompanharam a muitas das bandas que se apresentaram.

John Lennon disse : "Em nossa última turnê nos traziam cegos, deficientes físicos e crianças disformes em nossos quartos e a mãe de uma criança dizia: ‘Vamos, dê-lhe um beijo, possivelmente isto lhe trará a visão de volta’. Nós não somos cruéis. Vimos demasiada tragédia en Merseyside, porém quando uma mãe grita ‘somente toque nele que possivelmente ele volte a andar’, queríamos correr, chorar, esvaziar nossos bolsos”.

Estas palavras de John soavam corretas, eles eram apenas seres humanos, no entanto os fãs chegaram ao extremo de endeusá-los pensando que tinham poderes curativos. Chegara o momento em que queriam levar uma vida normal, o que as turnês impediam.

George Harrison expressou seu alívio no avião de regresso a casa: "Acabou, já não sou mais um Beatle”. A Beatlemania havia terminado em Candlestick Park para dar passagem aos anos em busca do aperfeiçoamento de suas canções no estúdio de gravação. Obras transcendentais vieram a seguir e que os mesmo Beatles se viam impossibilitados de tocar ao vivo, canções mais elaboradas e com arranjos mais cuidados.

sábado, 9 de junho de 2012

Liverpool celebrará 50 anos de ‘Love Me Do’ com grande homenagem aos Beatles



A cidade britânica de Liverpool se prepara para as comemorações do 50º aniversário de Love Me Do, o primeiro single dos Beatles, gravado no dia 6 de junho de 1962, e uma das músicas responsáveis por impulsionar o quarteto ao estrelato mundial.

Apesar do lendário quarteto, formado por Paul McCartney, Ringo Starr, John Lennon e George Harrison, ter se reunido em 1960, a data oficial de sua formação é celebrada dois anos depois, justamente quando o grupo se reuniu para a primeira sessão de gravação no emblemático estúdio Abbey Road.

Foi no ano de 1962 que um de seus principais integrantes entrou na banda, o baterista Ringo Starr – que segue vivo ao lado de Paul McCartney. Neste mesmo ano, o quarteto de Liverpool também lançou o pegajoso hit Love Me Do, o primeiro single do grupo, que, por sua vez, começou a fazer um enorme sucesso nas rádios do país pouco tempo depois.

Essa alegre canção, que gira em torno de dois simples acordes, transformou o Beatles em um grupo internacional. Isso porque, com Love Me Do, o grupo deixou de ser “uma banda local” para levar suas melodias para além do condado de Merseyside.

“Esse faixa (extraído do álbum de estreia Please, Please Me) foi o que tornou o grupo famoso no mundo todo”, assegurou à Agência Efe Jerry Goldman, diretor-geral da The Beatles Story, um centro que há 22 anos se dedica em narrar a evolução do quarteto de forma gráfica.

“Antes dessa canção, os Beatles eram apenas um grupo bastante popular na região (de Liverpool). No entanto, ninguém conhecia a banda fora desta cidade”, acrescentou Goldman.

Já George Martin, o lendário produtor que era apelidado de “quinto Beatle”, lembrou em alguma ocasião o curioso processo de formação de Love Me Do, que chegou a ser gravado em três vezes com bateristas diferentes.

Em princípio, o baterista era Pete Best. Ele que estava no comando das baquetas na gravação de 6 de junho de 1962, que fez parte de uma audição para EMI nos estúdios londrinos de Abbey Road, um lugar que passou a ser cultuado por qualquer fã que se preze.

No dia 4 de setembro deste mesmo ano, quando Ringo Starr já tinha substituído Best, a música foi gravada para retornar aos estúdios. Sete dias depois, o grupo voltou aos estúdios para uma nova gravação, agora com Andy White na bateria e Starr restrito a uma meia-lua.

The Beatles Antology, um documentário de oito episódios, três álbuns e um livro monográfico, explica que esse singles foi um dos primeiros escritos pela célebre dupla Lennon e McCartney, embora este último assuma a autoria de mais estrofes.

Dada a relevância da banda, 2012 será um ano especial para Liverpool, que homenageia seus quatro filhos ilustres com uma série de atividades comemorativas.

Os atos previstos destacam a participação da Royal Philarmonic Orquestra, que interpretará temas de Lennon e McCartney, e do mítico clube The Cavern, que deverá ser oficialmente tombado. A casa de show onde o quarteto “nasceu” ainda apresentará uma série de show em tributo.

Outro clássico de Liverpool, o festival anual de Matthew Street, realizado no final de agosto, deverá exaltar e rememorar algumas das principais músicas dos Beatles.

Mas, apesar de todos os mitérios e indefinições, a principal comemoração será realizada no dia 5 de outubro, a mesma data em que Love Me Do chegou ao mercado.

Essa canção chegou ao posto de 17º nas listas de sucessos do Reino Unido após seu lançamento e, em 1964, já aparecia no topo das paradas americanas.

Com 13 álbuns de estúdio, uma recopilação, 13 EP’s (um deles duplo) e 22 singles em apenas oito anos de carreira (1962-1970), a “poção” mágica que transformou os Beatles em verdadeiros ícones da música internacional foi “a mistura entre música e personalidade”, aponta Goldman.

A trajetória do grupo mais famoso do mundo começava a chegar ao fim meses depois da conclusão da gravação de seu décimo segundo álbum de estúdio, Abbey Road (16 de setembro de 1969), quando os quatro músicos já estavam envolvidos em projetos solos.

O encarregado de anunciar a separação da banda foi McCartney, que emitiu um comunicado há 42 anos, no dia 10 de abril de 1970, para explicar que os quatro meninos de Liverpool já não voltariam a tocar juntos.

Fonte: Combate Rock

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Filhos de integrantes dos Beatles podem formar nova banda



A "Beatlemania" pode ser revivida pela prole do Fab Four?

James McCartney, filho de Paul McCartney, disse numa entrevista com a BBC que uma nova geração dos Beatles pode estar no horizonte.

O músico de 34 anos, que está seguindo os passos do pai na indústria musical, disse que formar uma banda com Sean Lennon (filho de John Lennon), Dhani Harrison (filho de George Harrison) e Zak e Jason Starkey (filhos de Ringo Starr) não está fora de questão.

"Não acho que isso seja algo que Zak queira fazer. Talvez Jason quisesse. Eu aceitaria, Sean parece estar dentro, Dhani parece estar dentro. Eu ficaria contente", disse McCartney.

Perguntado se a banda poderia mesmo existir, o cantor acrescentou: "Sim, espero, naturalmente. Não sei, tem que esperar e ver. A vontade de Deus, o apoio da natureza, acho. Então sim, talvez."

Os Beatles, que surgiram em Liverpool, na Inglaterra, se tornaram uma das bandas de maior sucesso do mundo nos anos 1960, causando a febre chamada "Beatlemania" através de sucessos como "Love Me Do", "Yellow Submarine" e "Let it Be."

Eles se separaram no início dos anos 1970 e seguiram carreira solo, mas são um sucesso global até os dias de hoje.

James McCartney atualmente está lançando sua própria carreira após ter tocado com o pai em dois álbuns dele, e disse que sua linhagem no rock o ajudou em sua carreira. Para ele são bem-vindas as comparações com o pai.

"Acho uma honra. Não acho que sou tão bom como os Beatles ou meu pai, mas certamente há influências", disse.

Fonte: Reuters

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Filme mais antigo dos Beatles fez 50 anos



Este é o filme mais antigo sobrevivente (Super 8mm) dos Beatles, que se tornou disponíve.O filme foi descoberto em 1973 pelo filho do fotógrafo. Ele foi leiloado na Sotheby em 1996.

O filme mostra pessoas bebendo, jogando sinuca e assistindo a banda. Os Beatles são vistos em dois segmentos distintos, que parecem representar duas músicas diferentes que estão sendo tocadas.No primeiro segmento, George é visto cantando.No segundo segmento, Paul está cantando. John não é visto em um microfone. Pete Best não aparece no filme.

A quantidade total de tempo para os dois segmentos dos Beatles é de 30 segundos. Na época do leilão da Sotheby, trechos do filme foram mostrados na ITN News no Reino Unido e Extra nos EUA. Em 2004, a maioria, se não todos, o clipe foi apresentado no DVD  do Pete Best, Best Of The Beatles. O clipe apresentado aqui parece ser o clipe inteiro, porque ele se encaixa em 30 segundos e dispõe de duas músicas diferentes.


Esse show foi em Birkenhead no local St. Paul's Church Hall no dia 10 de fevereiro de 1962.Como pode ver o ingresso original acima.

Fonte: The Beatles Movies

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Documento assinado por George Harrison aparece em Londres


É impressionante o que você pode encontrar em uma velha gaveta.

Este "Mantenha Berkshire Bonira 'faz referência ao desvio em Newbury e assinado pelo lendário ex-Beatle George Harrison que foi encontrado durante uma limpeza da campanha para proteger Inglaterra rural em um escritório (CPRE) em Londres na terça-feira.

Datado de 1988, a declaração apresenta uma resistência à moradia a ser construída em Berkshire, no momento, e menciona "a rota provável do desvio em Newbury que irá destruir algumas das nossas melhores paisagens", oito anos antes da construção do desvio se tornou notícia nacional.

Harrison, que morreu em 2001, viveu em Henley-on-Thames, no momento.

O deslizamento é assinado por "George Harrison MBE", e é uma das assinaturas de várias celebridades encontradas. Um porta-voz da CPRE, Jack Neill-Hall, disse: "Não há planos para vender os autógrafos no momento e podemos exibi-los em nossos novos escritórios.

"No entanto, o próximo ano é o 25 º aniversário da campanha para que possamos fazer algo mais com eles, então."

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Aplicativo permite ver detalhes das guitarras de George Harrison



Segundo informações do site do Los Angeles Times, estará disponível no iTunes, a partir de 23 de fevereiro, um aplicativo que mostra a coleção de guitarras do ex-beatle George Harrison, morto em novembro de 2011, em decorrência de um câncer.

Por US$ 9,99 será possível ter uma visão de 360 graus de cada instrumento, além de permitir uma ampliação para explorar cada arranhão, amassado ou modificação feita pelo músico. O aplicativo foi desenvolvido por Dhani, filho de Harrison.

Será possível também ter acesso a vídeos que mostram vários músicos desfrutando das guitarras do ex-beatle, como Dhani Harrison, Harper, Tom Petty & the Heartbreakers e Josh Homme, do Queens Of The Stone Age.


The George Harrison Guitar Collection from George Harrison on Vimeo.

Fonte: Terra

Solo inédito de Harrison para 'Here comes the sun' é descoberto


Foi descoberto um solo inédito de George Harrison para a música Here Comes The Sun. A cena pode ser vista nos extras do DVD do documentário George Harrison: Living in the Material World, dirigido por Martin Scorsese. O vídeo foi reproduzido pelo site da revista britânica NME.

O trecho da canção lançada pelos Beatles no álbum Abbey Road, em 1969, acabou sendo encontrado nos estúdios de Londres pelo filho do britânico, Dahni Harrison, e o ex-produtor do grupo George Martin.

Dahni Harrison, George Martin e seu filho, Giles Martin, descobriram o solo enquanto escutavam as gravações originais de Here Comes the Sun em frente a uma mesa de mixagem.

Dahni afirmou ter ficado bastante surpreso com o novo trecho do hit e alegou não fazer ideia da existência do solo.

A faixa do disco Abbey Road é um dos maiores sucessos do quarteto de Liverpool. Here comes The Sun já foi gravada por artistas como Peter Tosh, Nina Simone e Ghost.

O documentário de Scorsese sobre George Harrison, que conta com as participações de Paul McCartney, Yoko Ono e Eric Clapton, foi exibido nos Estados Unidos pelo canal HBO e no Brasil durante o Festival do Rio do ano passado.




sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Há 12 anos George Harrison era esfaqueado em casa




Por: Mauro Santayana
Fonte: Jornal do Brasil

Na madrugada do dia 30 de dezembro, o ex-Beatle George Harrison e sua esposa Olivia foram atacados a facadas em casa por um dependente de drogas, numa tentativa impulsiva de assalto. O casal foi levado imediatamente para o hospital, depois que a segurança foi acionada, e escapou com vida. Da cruel atrocidade saiu com ferimentos leves, porém vivo e lúcido, o agressor Michael Abram, de 33 anos, preso logo a seguir ao atentado.

A surpreendente tentativa de assalto ocorreu quando o relógio ajustado ao fuso horário londrino marcava 3h15 da manhã. Os Harrison dormiam na suíte principal de sua mansão isolada por um gigantesco jardim sobre o rio Tâmisa, quando um barulho, seguido de um insandecido ataque vio lento a facadas, surpreendeu ambos, na noite anterior à grande festa de Réveillon que pretendiam dar no dia 31.

George e Olivia reagiram, lutaram. Mas o assaltante só parou, desarmado, após um brusco golpe na cabeça desferido pela senhora Harrison com o abajur de sua cabeceira. A segurança foi chamada logo a seguir e preso o desconhecido Michael Abram, coincidentemente avesso ao som dos Beatles.

Para penetrar na mansão de 120 quartos, o intruso precisou pular um muro de três metros de altura encimado por uma rede de arame farpado, burlar um dispositivo de segurança que funcionava ininterruptamente, do qual faziam parte também os cães.

Conhecido como “o terceiro Beatle” – depois de John Lenon e McCartney – George Harrison foi quem introduziu, com a música indiana, a influência oriental no conjunto. Seu tema Something , do álbum Abbey Road , transformou-se em uma das canções de amor mais famosas de todos os tempos.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Irmã de George Harrison lançará biografia sobre os Beatles


Louise Harrison, irmão mais velha do ex-beatle George Harrison, revelou em entrevista ao jornal "Sarasota Herald-Tribune" que está escrevendo uma biografia sobre o músico morto em 2001.

"Tanta porcaria tem sido escrita sobre George e os Beatles. Metade delas, por pessoas que passaram talvez uma hora com a banda num avião. Acho que é meu dever contar a verdade", disse Louise, de 80 anos, à publicação.

Ela revela que já concluiu a maior parte do manuscrito da obra, que espera ver publicada em 2012 ou 2013. Ainda sem título, o livro deve incluir registros dos Quarrymen (banda considerada o embrião dos Beatles), da primeira turnê norte-americana dos Fab Four e fotografias e correspondências do irmão caçula nunca antes publicadas.

Empresária da banda-tributo Liverpool Legends — criada por ela em Branson, Missouri (EUA), onde vive —, Louise morava nos Estados Unidos dos anos 60 e passava informações sobre o mercado norte-americano ao então empresário da banda, Brian Epstein.

"Eu o avisei de que os Beatles não estourariam por aqui, e que eles realmente precisariam se apresentar do 'The Ed Sullivan Show' (programa de sucesso da TV americana nos anos 60 e 70), sobre o qual nunca tinham ouvido falar", destacou.

'Apenas um jardineiro'
Louise também desfaz o mito de que George era o beatle "mais quieto". "No fim de semana em que eles voaram para Nova York, para participarem do programa, George estava muito doente. Ele havia tomado algumas injeções e feito nebulização, e fui encarregada de cuidar dele. Tinham dito que ele deveria usar sua voz o mínimo possível. Por isso ficara tão quieto durante as entrevistas coletivas, e a imprensa pensou que ele fosse o mais silencioso. George costumava rir disso".

Quem também contribui com o livro é o ex-marido de Louise, Walt Kane, que relembrou a angústia de George após o assassinato de John Lennon. "George eletrificou as cercas e contratou um guarda-costas. Ele dizia: 'Basta apenas um maníaco para dar cabo de mim'. Ele se cansou da fama. Queria ser apenas um jardineiro", afirmou Walt ao "Sarasota Herald-Tribune".

Fonte: G1

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Aston Martin de George Harrison é leiloado por quase R$1 milhão

Modelo DB5 1965 foi vendido a um colecionador em Londres


Por: Laís Modelli
Fonte: Quatro Rodas

Um Aston Marin DB5 1965 do ex-Beatle George Harrison foi leiloado na última semana em Londres, na Inglaterra. O carro foi arrematado por 350 mil libras, algo equivalente a pouco mais de 980 mil reais.

Depois de disputa intensa de lances, o carro foi leiloado a um fã da banda de Liverpool e colecionador de Houston, no Texas. O comprador não quis se identificar e apenas declarou "George Harrison ficaria espantado com todo o dinheiro que seu carro levantaria para causas Cristãs".

O mesmo modelo dirigido pelo ex-Beatle, popular na década de 60, já fez sucesso no cinema, nos filmes "007 Contra a Chantagem Atômica" e "007 Contra Goldfinger", guiado por Sean Connery.

Esse não é o primeiro carro do músico a ir para leilão. Em agosto, uma Ferraria 365 GTC 1969 de Harrison foi arrematada por 600 mil dólares.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Amplificador de George Harrison vai a leilão


Usado por George Harrison durante as gravações dos discos 'Revolver' e 'Sgt. Pepper's Lonely Heart Club Band', o amplificador Vox UL730 será leiloado em 15 de dezembro, em Londres. É esperado que o objeto chegue a valores entre 50 e 70 mil libras (ou R$ 140 e R$ 196 mil).

A raridade foi encontrada por acaso, quando um engenheiro de som estava arrumando o aparelho e notou a marcação com o nome do Beatle. Alguns amplificadores da série foram dados à banda em 1966 e enquanto Lennon e McCartney os trocaram por modelos mais potentes, Harrison continuou usando o Vox até o ano seguinte.

"Pouquíssimos amplificadores usados pelos Beatles foram leiloados antes e encontrar um utilizado em dois álbuns tão significativos é realmente raro e empolgante", declarou Stephen Maycock, um dos consultores do leilão que ocorrerá na casa Bonhams.

Fonte: MTV

domingo, 27 de novembro de 2011

Os bastidores do documentário de Scorsese




Fã do trabalho do ex-Beatle, o cineasta foi capturado
 
pelo olhar do guitarrista em uma de suas gravações

Por: Luciana Carvalho
Fonte: Exame.com

George Harrison queria fazer seu próprio filme. Por isso, gravava muitos dos lugares por onde passava. Morto por um câncer de pulmão, em 2001, o ex-guitarrista dos Beatles não teve tempo de cumprir seu objetivo, mas todas as fitas e fotografias feitas por ele não se perderam com o tempo.


O que deveria ter sido um filme feito por Harrison acabou se tornando um documentário sobre ele, com a direção de ninguém menos do que Martin Scorsese. “George Harrison: Living in the Material World” tem três horas e meia de duração e aborda toda a vida do músico, conhecido por sua personalidade mais “low profile” do que a dos outros Beatles.

Não foi fácil chegar ao resultado. Após receber o convite da viúva de Harrison, Olivia, para dirigir o documentário, Martin Scorsese hesitou bastante: não se sentia capaz de se dedicar como deveria. Mas, alguns meses depois, o cineasta mudou de ideia e, durante cinco anos, produziu o filme lançado em DVD no mês passado. Confira a seguir o que levou Scorsese a abraçar esse projeto.

O olhar de Harrison
Na première de Londres, no início de outubro, o diretor contou que foi quando estava em um quarto de hotel, sozinho, que resolveu fazer o filme. Ele tinha em mãos algumas imagens em DVD gravadas pelo guitarrista e colocou uma delas para rodar.

Na tela, um campo cheio de tulipas, o barulho do vento, o som de um assovio e uma pessoa que surge entre as flores. Era George Harrison, que lança um olhar para a câmera. “O jeito como ele olhou me fez sentir que ele estava olhando para mim”, disse Scorsese. Foi neste momento que ele teve certeza de que o filme deveria ser feito. E aquela seria sua primeira cena.

O empenho de Olivia
Depois de assistir ao documentário “No Direction Home – a Vida e a Música de Bob Dylan”, de Martin Scorsese, Olivia, a viúva de Harrison, teve certeza de que ele seria o diretor certo para concretizar o plano de seu marido.

Com um acervo de vídeos inéditos gravados pelo músico e fotografias acumuladas durante anos, ela foi atrás do cineasta para fazer a proposta. Apesar de ouvir um “não”, ela deixou com Scorsese uma amostra do material que tinha guardado. E foi esse empenho de tentar honrar seu marido, sua música e sua vida que deu o pontapé inicial para a criação de “George Harrison: Living in the Material World”.

A identificação entre Scorsese e Harrison
Desde que ouviu pela primeira vez “I Want to Hold Your Hand” no rádio, em 1964, Martin Scorsese se tornou um fã dos Beatles, principalmente do quieto George Harrison. Apesar de isso contribuir para a sua hesitação incial, Scorsese acabou por se permitir criar algo sobre alguém com quem tinha muito em comum.

George Harrison gostava de cinema e de filmar, e, por essa paixão, fundou a Handmade Films, produtora admirada por Scorsese que lançou “A Vida de Brian”, do grupo Monty Python. Além do cinema, a música, não apenas dos Beatles, é um ponto comum entre os dois.

Assim como Harrison, Scosese tem um interesse especial pela cítara. O instrumento, adotado por Harrison após se aproximar da cultura indiana, despertou a curiosidade do diretor, por seu som calmo e, ao mesmo tempo, raivoso.

E, com esses pontos em comum, um material rico e inédito, além d e um olhar arrebatador, Scorsese não teve alternativa a não ser devolver ao mundo o mesmo olhar que ele viu naquele quarto de hotel.

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