quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Fãs de Ringo Starr falam sobre a rara preferência pelo ex-beatle



Em sua primeira passagem pelo Brasil, baterista dos Beatles tira devotos do armário

Por: Lívia Brandão
Fonte: O Globo

Há quase 50 anos, os detratores o acusam de ser um baterista "quadrado", um compositor medíocre, um músico de pouco valor; alegam que "nem George Martin o aturava" e, vejam só, até de "beatle feio" o pobre já foi chamado. Apesar de tantas críticas recebidas ao longo do que deveria ser uma carreira de glórias, Ringo Starr, o último a se tornar fab four, está em turnê pelo Brasil e tirou do armário alguns poucos - porém fiéis - seguidores. Gente que, como a atriz Liliana Castro, vê o patinho feio como cisne e não tem vergonha de bancar seu gosto, considerado exótico pelos ditos entendidos: "Amo Paul, George e John, mas Ringo é meu beatle favorito", diz, cheia de orgulho. Passando uma temporada fora do país, a atriz fez questão de marcar sua volta ao Brasil para a época dos primeiros shows de seu ídolo por aqui.

- Tentei ir a Nova York para assistir ao show em comemoração aos 70 anos de Ringo, no ano passado, mas não consegui uma brecha nas gravações de 'Ribeirão do Tempo' (novela da Rede Record). Este ano, descobri que ele estaria tocando em Praga no dia do meu aniversário e cheguei a comprar ingressos para a segunda fila, mas novamente tive um contratempo e precisei cancelar a viagem.

O alento veio na véspera de seu aniversário de 32 anos, em junho passado, quando Ringo confirmou seus primeiros shows no Brasil.

- Eu estava com uma longa viagem marcada e não fazia ideia de quando iria voltar, mas quando soube dos shows eu tive a certeza de que estaria no Rio no dia 15 de novembro - afirma a atriz, que comemora o fato de poder assistir ao show ao lado de seus amigos. - Eu vou precisar de uma ajudinha dos meus amigos, preciso que eles segurem a minha mão! - brinca, citando "With a little help from my friends", clássico dos Beatles cantado por seu muso.

Beatlemaníaca de pai e mãe, Liliana não esconde a ansiedade de assistir ao seu primeiro show de Ringo - contra cinco de Paul McCartney em seu currículo - e não sabe precisar quando, nem como, surgiu a paixão pelo baterista.

- Ouço Beatles em casa desde bebê e, desde que tenho consciência, sempre fui apaixonada pelo Ringo. Com o passar do tempo, fui gostando cada vez mais. Ele é bacana, espontâneo, divertido, tem aquela voz meio assim, um carisma que se destaca muito nos vídeos dos Beatles. É paixão, paixão não precisa de lógica. Não gosto do Ringo porque ele toca bateria de um jeito ou de outro, gosto porque ele me parece ser um cara muito legal, eu queria ser amiga dele! - brinca a atriz, que transformou sua casa numa "filial de museu dos Beatles".

Fãs como Liliana, que têm o narigudo como seu rapaz de Livepool preferido, são raros. Quem garante é Marcelo Castilho, baterista da banda cover Terra Molhada.

- Em 30 anos tocando Beatles, depois de quase três mil shows por todo o país, eu não me lembro de ter conhecido alguém assim - diz, rindo.

Liliana, porém, não está sozinha. A paulistana Danielle Santos de Oliveira - ou melhor, Danielle Starkey - compara Ringo a Deus, mas frisa que foi cativada pelo "jeito humano" do músico. Gerente da loja Beatles 4 Ever, de São Paulo, a moça de 20 anos gosta tanto de Ringo que marcou seu amor musical na pele.

- Tatuei a sombra do Ringo na capa do "Help!". Normalmente as pessoas fazem os quatro juntos e eu até já pensei em completar o desenho, mas se um dia eu fizer isso vou ter que fazer uma outra tatuagem só do Ringo - garante Danielle, que, como nove entre dez fãs de Beatles, começou a ouvir os fab four por influência paterna. A comerciante encantou-se por Ringo de tal maneira que hoje jura conhecer todas as músicas da carreira solo do cantor. - Conheço até as mais obscuras. É uma pena que ele cante pouquíssimas músicas da carreira solo dele, pois, diferentemente do que muita gente pensa, ele tem muitas canções boas.

O fanatismo da moça, porém, não se restringe apenas ao campo musical. Danielle namora há nove meses o músico Ricardo Felício, justamente o baterista da banda Beatles 4Ever, no que ela jura ser uma feliz coincidência - No começo o Ricardo sentia ciúmes dessa minha paixão pelo Ringo, mas ele acabou se acostumando. Não tinha outro jeito, sou louca por ele desde os meus 12 anos! - explica.

Apelo com o público infantil
Assim como Liliana e Danielle, Ringo conquistou mais um fã ainda na infância: Giovanni Felipe Sodré suspira aliviado por ter completado 12 anos em maio deste ano e, com isso, ter atingido a idade mínima para entrar nos shows da turnê brasileira de Ringo Starr. Filho de pai músico, avô produtor musical e de família beatlemaníaca, Giovanni desde cedo elegeu o baterista como seu favorito. O motivo? O jeitinho fanfarrão e galhofeiro dele, claro.

- Ele é brincalhão no palco, está sempre correndo e dando risada como se fizesse tudo por diversão e não por trabalho. Também acho o Ringo o mais engraçado dos Beatles, principalmente nos filmes, como o "Help" - explica Giovanni, que aprendeu a tocar guitarra e pretende estudar bateria para seguir os passos do ídolo.

A devoção do menino fez a mãe, Aline Sodré, de 31 anos, descartar as clássicas viagens para a Disney durante as férias escolares e cogitar uma turnê atrás do ex-beatle.

- Fomos a um dos shows do Paul McCartney no ano passado e ele gostou muito, mas saiu dizendo que preferia ver o Ringo ao vivo. Cheguei a combinar com o pai do melhor amigo dele, outro fanático pelo Ringo, de viajarmos para os Estados Unidos e levarmos os meninos em um show. Ainda bem que o Ringo resolveu vir antes! - comemora.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Carta escrita por McCartney é vendida por US$55 mil



Por: Mike Collett-White

Uma carta escrita a mão por Paul McCartney em 12 de agosto de 1960, convidando um baterista não-identificado para um teste para uma vaga nos Beatles, foi vendida na casa de leilões Christie's por 34.850 libras (55 mil dólares).

O documento foi descoberto dobrado dentro de um livro que foi comprado em uma venda ambulante de quinquilharias em Liverpool, local de nascimento da banda.

Esperava-se que a carta fosse vendida por 7 mil a 9 mil libras no leilão de souvenires da cultura pop na Christie's de Londres, na noite de terça-feira.

Pouco depois que a carta foi escrita, a recém-formada banda dos Beatles viajou para Hamburgo, na Alemanha, para realizar uma série de shows e embarcar rumo ao estrelato.

Segundo cronologias dos Beatles na Internet, o baterista Pete Best se juntou à banda em 12 de agosto. Ele foi expulso dos Beatles dois anos depois e substituído por Ringo Starr.

O leiloeiro disse que a carta era um dos exemplos mais antigos da banda sob o nome Beatles.

Também foi importante para os historiadores do pop porque sugere que McCartney estava procurando uma alternativa para Best até o último minuto e sabia mais dos detalhes sobre a viagem de Hamburgo do que se conhecia anteriormente.

O item de maior valor vendido no leilão, por 97.250 mil libras, foi uma placa escrita a mão com a inscrição "BED PEACE" (Paz na Cama, numa tradução livre), exibida durante um dos famosos "bed-ins" pela paz de John Lennon e Yoko Ono, em 1969.




Leia conteúdo da carta na íntegra:

"Caro Senhor,
Em resposta ao seu anúncio no Echo, na noite de quarta-feira, nós gostaríamos de te oferecer um teste para a posição de baterista no grupo.
Você vai, no entanto, precisar estar livre para uma viagem para Hamburgo (despesas pagas 18 libras por semana (aproximadamente) por dois meses).
Se te interessas, bata no clube Jacaranda, Slates St. e pergunte por qualquer membro dos Beatles, Alan Williams, ou deixe uma mensagem, começando quando estiver disponível.
Sinceramente, Paul McCartney
Os Beatles"

Cartaz de protesto de John Lennon é vendido por 113 mil euros



O cartaz "Bed Peace", colocado sobre a cabeceira de John Lennon e Yoko Ono em sua "cama" para a paz, em 1969, na cidade de Montreal, foi arrematado hoje por 97.250 libras (113.400 euros) em um leilão da Casa Christie's de Londres.

O cartaz, avaliado em entre 80.000 e 100.000 libras, foi arrematado por telefone por um comprador anônimo.

O papelão branco (71x56cm), com as palavras "bed peace" escritas a mão com um marcador preto, foi colocado no quarto de hotel de Montreal onde o casal protestou contra a guerra do Vietnã ao ficar na cama entre 26 de maio e 2 de junho de 1969.

O cartaz fazia parte das mais de 200 lembranças de estrelas do rock leiloadas hoje pela Casa Christie's de Londres.

Uma carta escrita no dia 12 de agosto de 1960 por outro Beatle, Paul McCartney, a um baterista desconhecido, para propor um teste, foi arrematada por 34.850 libras (40.650 euros), muito acima da avaliação de entre 7.000 e 9.000 libras.

Fonte: Folha.com

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Sem muitos hits, Ringo emocionou em São Paulo


Em SP, o ex-beatle brincou com a plateia e contou 
com a ajuda de seus músicos no repertório

Por: Felipe Branco Cruz

Na portaria, uma eufórica mistura de jovens e quarentões.  Quando os portões foram abertos, uma cena comum nos shows dos grandes ídolos: correria para pegar os lugares mais próximos do palco.  Dali a duas horas, o ex-beatle Ringo Starr assumira os vocais e as baquetas para apresentar os sucessos da sua ex-banda que ficaram famosos na sua voz.  O que os jovens não esperavam encontrar era um show com poucos hits e muitos covers.  Foi assim a apresentação de um dos mais importantes bateristas da história do rock, realizada na noite de anteontem no Credicard Hall, em São Paulo. 

Ringo, como bom britânico, começou o show pontualmente às 20h30, com It Don't Come Easy, que ele emendou com Honey Don't, cover de Carl Perkins, que também foi gravada pelos Beatles.  De um repertório de 22 músicas, Ringo cantou apenas 12.  As outras foram interpretadas por sua The All Starr Band, formada pelos músicos Rick Derringer, Richard Page, Wally Palmer, Edgar Winter, Gary Wright e Greg Bissonette. 

Os fãs mais velhos devem ter se identificado mais com o repertório que privilegiou sucessos das décadas de 60 e 70.  Ringo só conseguiu animar os mais jovens quando interpretou os hits dos Beatles, como I Wanna Be Your Man, Yellow Submarine, Boys e With Little Help From My Friends. 

No palco, pouco à vontade quando assumia o microfone, Ringo dançava de forma desengonçada, balançando os braços para um lado e para o outro.  Ele só parecia se sentir mais confortável quando ficava atrás da bateria.  Mesmo assim, o músico esbanjou simpatia e conversou bastante com a plateia.  Antes de interpretar I Wanna Be Your Man, Ringo disse que a música era para todas as mulheres e também para alguns homens. Antes de Yellow Submarine, o baterista também brincou.  "Não vou contar o nome da próxima música.  Se vocês não souberem o nome dela, então, estão no show errado.  Aqui não é a apresentação do Lenny Kravitz. " Durante a música, a plateia retribuiu o carinho exibindo cartazes com o desenho de um submarino amarelo. 

Da sua carreira solo, Ringo incluiu no repertório a canção Photograph.  Mais uma vez, o público surpreendeu o baterista mostrando vários cartazes com sua fotografia.  "Onde vocês conseguiram essas fotos?  Que surpresa!  Amo vocês", disse. 

O show de Ringo, na verdade, foi dois em um.  O primeiro consistiu nas músicas dos Beatles e da carreira solo.  E o segundo, em um apanhado de canções de autoria dos integrantes da The All Starr Band.  Cada um deles executou duas músicas de seus grupos originais.  O destaque ficou para o mestre Edgar Winter, irmão de Johnny Winter.  O pianista e saxofonista interpretou Free Ride e Frankenstein.

Richard Page também deu um show à parte.  O baixista emocionou a plateia ao tocar seus clássicos Kyrie e Broken Wings. 

Ringo sabe que Paul McCartney, George Harrison e John Lennon tinham condições de produzir um show apenas com composições próprias.  Na sua posição de baterista, no entanto, a alternativa mais viável para ele foi esta mesma: um show com uma pequena ajuda dos amigos. 


domingo, 13 de novembro de 2011

Paul McCartney no GP de Fórmula 1 de Abu Dhabi



Presente aos boxes do GP de Abu Dhabi, onde fará um show após a corrida deste domingo, Paul McCartney se confessou emocionado por assistir ao treino classificatório neste sábado. Ao lado da esposa Nancy Shevell, o músico inglês disse, em entrevista à rede de TV inglesa BBC, que apenas esteve em um GP de Mônaco. Ele lembrou também do ex-companheiro George Harrison, apaixonado por automobilismo e morto de câncer em novembro de 2001.

- Foi realmente emocionante. Estive apenas no GP de Mônaco antes. Agora eu vejo o porquê de George Harrison (guitarrista dos Beatles) ser tão apaixonado por isso. A adrenalina é fantástica. Os garotos ingleses vão vencer amanhã (domingo) porque estamos aqui trazendo boas vibrações. Estou feliz em fazer o show em Abu Dhabi na noite da corrida - disse McCartney.

A largada do GP da Abu Dhabi está marcada para as 11h (de Brasília) deste domingo.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Carta de Paul McCartney oferecendo teste para baterista é achada em livro


Uma carta assinada por Paul McCartney foi descoberta dentro de um livro numa loja de itens usados em Liverpool, na Inglaterra, informou a Associated Press nesta segunda-feira, 17.

No papel, datado de 12 de agosto de 1960, o ex-baixista dos Beatles oferece uma audição para o cargo de baterista da banda a um anunciante de jornal desconhecido, que procurava uma banda.

Entre as exigências, a disponibilidade para viajar imediatamente. Era oferecido o pagamento de 18 libras por semana para as despesas em um prazo de dois meses.

Segundo a AP, a carta foi escrita pouco antes dos shows dos Beatles em Hamburgo, na Alemanha, que os consagraram em seu início de carreira. Naquela época, o baterista do grupo era Pete Best, demitido e substituído dois anos depois por Ringo Starr.



Paul McCartney não foi contatado para falar sobre o destinatário da carta, mas especialistas têm certeza de que não se trata de uma carta para Ringo Starr, que na época tocava em uma banda rival dos Beatles, a Rory Storm and The Hurricanes.

O documento será leiloado pela Christie's em 15 de novembro e poderá ser vendida por cerca de R$ 20 mil reais.



Fonte: Estadão

Leia conteúdo da carta na íntegra:

"Caro Senhor,
Em resposta ao seu anúncio no Echo, na noite de quarta-feira, nós gostaríamos de te oferecer um teste para a posição de baterista no grupo.
Você vai, no entanto, precisar estar livre para uma viagem para Hamburgo (despesas pagas 18 libras por semana (aproximadamente) por dois meses).
Se te interessas, bata no clube Jacaranda, Slates St. e pergunte por qualquer membro dos Beatles, Alan Williams, ou deixe uma mensagem, começando quando estiver disponível.
Sinceramente, Paul McCartney
Os Beatles"

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Paul McCartney se casa em Londres pela 3ª vez



O ex-beatle Paul McCartney se casou neste domingo (9), em Londres, com a milionária americana Nancy Shevell. O casal chegou pouco antes das 11h30 (horário de Brasília) ao cartório de Westminster e deixou o prédio por volta das 12h30. As informações são da rede de TV SkyNews.

McCartney vestia terno e gravata; Nancy usava um vestido branco e uma flor no cabelo. O casal acenou para os fãs que aguardavam na entrada do cartório. A multidão comemorou quando os dois entraram e saíram no prédio.



Entre os convidados da cerimônia esteve o também ex-beatle Ringo Starr, que acenou em sua chegada.

Este é o terceiro casamento de McCartney. Sua primeira mulher, Linda, morreu de câncer em 1998. Depois, o ex-beatle se casou com a modelo Heather Mills, de quem se divorciou em 2008. 

Fonte: Globo.com

domingo, 2 de outubro de 2011

Se todos os Beatles estivessem vivos? Eles estariam juntos hoje



Sir Paul McCartney admitiu que os Beatles estariam juntos se todos os membros ainda estivessem vivos.


Aos 69 anos de idade, Paul revelou que ele era o único que tentou manter a banda junta e queria que tocar com John, George e Ringo para sempre.

John Lennon foi assassinado aos 40 anos em 1980 e George Harrison morreu vítima de câncer em 29 de novembro de 2001, aos 58 anos.

"Se John e George ainda estivessem aqui, é altamente provável que teria acontecido uma reunião dos Beatles. Acho que teria amadurecido ao ponto em que teria dito: 'Vamos lá, vamos fazê-lo", disse Paul ao The Daily Express.

"A coisa era sempre que estávamos juntos, não importa se nós estávamos discutindo, nós tocávamos muito bem. Nós nos conhecíamos muito. Então, se Ringo iria acelerar um pouco, todos nós acelerávamos. Nós éramos como uma luva na mão", acrescentou.

Paul também revelou que ele e Lennon estavam à beira de fazer um retorno público em 1976, depois do produtor de TV Lorne Michaels ofereceu US$ 3 mil para que eles se reunissem no programa americano Saturday Night Live.

"Eu estava na casa de John assistindo ao Saturday Night Live e John me disse: 'Você já viu isso?" Eu não tinha visto esse programa porque eu estava morando na Inglaterra e ele estava morando nos Estados Unidos. Então ele disse: 'Não, eles estão nos oferecendo dinheiro para voltarmos. Lorne Michaels entrou no programa na semana passada!"

"E John disse: 'Devemos ir lá, só você e eu. Vamos apenas para nos mostrar. Como estamos apenas em dois vamos pegar metade da grana!' Por um segundo, nós ficamos tipo, 'Vamos fazer isto?' Eu não sei o que nos parou. Mas aquilo seria como um trabalho e como estávamos numa noite de folga decidimos não ir trabalhar", disse Paul.

Paulo também admitiu que a separação da banda foi um duro golpe a ele e a gravação de seu primeiro álbum solo o "salvou".

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Contrato revela postura antissegregação dos Beatles



Fonte: O Globo

Um contrato dos Beatles para um show em 1965, a ser leiloado brevemente, revela que a banda adotava uma firme postura em favor da luta pelos direitos civis, recusando-se a tocar para plateias segregadas.

O contrato, assinado pelo empresário dos Beatles, Brian Epstein, especifica que os músicos "não serão solicitados a se apresentarem diante de uma plateia segregada" no show realizado em 31 de agosto de 1965 no Cow Palace, em Daly City, na Califórnia.

O documento será leiloado em 20 de setembro por Nate D. Sanders, em Los Angeles.

Os Beatles assumiram publicamente o apoio aos direitos civis em 1964, na sua primeira turnê pelos EUA, quando se recusaram a tocar num show segregado no Gator Bowl, em Jacksonville, na Flórida. As autoridades municipais acabaram cedendo e permitindo que negros e brancos se misturassem na plateia.

O show no Cow Palace foi parte da terceira grande turnê dos Beatles nos EUA.

Assinado em 24 de março de 1965, o contrato garantia à banda um pagamento de 40 mil dólares se a bilheteria superasse 77 mil dólares.

O documento estipulava também que pelo menos 150 policiais uniformizados fariam a segurança, e que a bateria de Ringo Starr seria colocada em uma plataforma especial.

A estimativa para a venda do documento é de 3.000 a 5.000 dólares.

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