sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Editora Lafonte lança biografia de Eric Clapton
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Lizzie Bravo.“O Paul perguntava coisas do Brasil e ajudou-me nos trabalhos da escola”
Fonte: IO Online
quarta-feira, 23 de maio de 2012
A intimidade de John Lennon e Yoko Ono
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Ringo Starr diz que nunca escreverá autobiografia
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Michael Jackson e John Lennon no mundo dos quadrinhos
Irmã de George Harrison lançará biografia sobre os Beatles
domingo, 27 de novembro de 2011
Livro enfoca intimidade de Paul McCartney
segunda-feira, 6 de junho de 2011
A reinvenção de Paul McCartney
Por: Felipe Branco CruzFonte: Jornal da Tarde
Aos 68 anos, Paul McCartney continua dando o que falar. Está noivo da empresária nova-iorquina Nancy Shevell, de 51 anos, e frequentemente tem dito que pretende lançar novos discos. Com um legado incontestável, é alvo de inúmeras biografias. Por isso, a pergunta que se faz é: o que um novo livro poderia acrescentar à história do músico, principalmente com sua veemente recusa em colaborar com a obra?
Quem responde é o jornalista americano Peter Ames Carlin, autor de Paul McCartney – Uma Vida, lançado recentemente no Brasil. “Paul nunca fala para biógrafos, com a única exceção de Barry Miles, que é amigo dele desde os anos 1960 e lançou a obra Many Years From Now”, explica. “Cada biógrafo tenta focar uma parte específica da complexidade que é o personagem. Na minha, explorei como ele se reinventou após o fim dos Beatles, renegando seu passado. Agora, no século 21, de como ele se tornou o embaixador dos Beatles para os mais jovens.”
O autor inicia o livro com a descrição de um show que Paul fez em Liverpool, sua cidade natal, no dia em que fez 66 anos. A partir dessa apresentação, Carlin conta sobre os ancestrais do músico, descendentes de irlandeses que imigraram para a cidade para trabalhar.Apesar de não ter entrevistado Paul, Carlin acompanhou durante quase dois anos os passos do músico e baseou sua pesquisa em documentos da época, além de entrevistas com pessoas próximas do ex-Beatle, como os músicos do Wings. Mas nem todo esse levantamento impediu que a obra fosse criticada por não ter novas informações. “Acho que o coração deste livro captura seu amadurecimento e as raízes de sua criatividade”, diz.
As 400 páginas da obra, no entanto, não se aprofundam na história de Paul. Trata-se de um livro para quem ainda não conhece a trajetória do músico e funciona como uma excelente porta de entrada para aqueles que querem conhecer melhor a biografia do artista. “A vida de Paul se torna muito mais excitante depois do fim dos Beatles. Imagine alguém aos 27 anos, que pertenceu a uma das maiores bandas do mundo, ter de se reinventar?”
Dicotomia criativaNa obra, o autor afirma ainda que a parceria com John Lennon promoveu uma dicotomia capaz de fazer aflorar a criatividade de ambos. Mesmo depois da morte de John, Paul teve de lidar com o mito e a sombra do amigo. A influência da mãe de Paul na vida do músico também é tratada pelo autor, já que ela morreu quando ele tinha apenas 14 anos. Aliás, foi a morte da mãe de Lennon, alguns anos depois, que ajudou a dupla a ficar ainda mais próxima. “A morte dela inspirou uma profunda paixão pelo seu trabalho”, analisa o escritor americano.
O livro termina com os desdobramentos da batalha judicial que Paul enfrentou, em 2008, para se separar de sua ex-mulher Heather Mills, que ganhou o direito a receber 24 milhões de libras com o fim do casamento. A nova namorada de Paul, e agora noiva, Nancy Shevell, também é citada, mas de forma bem superficial.
Carlin não é nenhum novato no ramo das biografias. É de sua autoria também Catch a Wave, sobre a história de Brian Wilson, dos Beach Boys. E há dois anos ele trabalha na biografia de Bruce Springsteen, prevista pera ser publicada em 2012. Paul McCartney – Uma Vida mereceu pelo menos um elogio que vale ser salientado, feito por Bob Spitz, autor de uma das mais importantes biografias dos FabFour, The Beatles: “Carlin faz um retrato franco e revelador por trás do mito de Paul McCartney.”A declaração é parte do texto que está na contracapa.
‘Como concorrer com os Beatles?’Peter Carlin tentou entrevistar Paul McCartney, mas ele não quis conversa. O autor foi atrás de outras fontes e escreveu uma biografia focada na carreira do músico após o fim dos Beatles.
O que esta biografia tem de diferente em relação a outras sobre Paul McCartney?Tem novas perspectivas até então desconhecidas (ou pouco conhecidas), além de histórias e insights sobre a vida de Paul. É o primeiro livro que trata de sua carreira solo com o mesmo cuidado e respeito que foi feito com os Beatles.
Por que você não entrevistou Paul para escrever o livro?Tentei, mas a posição dele é definitiva. Ele não fala com biógrafos, a não ser que tenha algum contrato com eles, como fez com Barry Miles, autor de Many Years from Now e amigo de longa data.
Se Paul McCartney lhe desse 20 minutos para um rápido bate-papo, que perguntas você faria?Perguntaria sobre sua relação com a música: como ele se sente quando ouve uma canção que realmente o comove, como se sente quando está imerso em seu processo criativo.
Como é escrever sobre uma pessoa viva e produtiva?Espero que o livro fique desatualizado e que Paul continue a trabalhar, criar e construir mais coisas. A vida continua e o homem trabalha, trabalha, trabalha. Mesmo assim, a essência do livro capta seu crescimento e as raízes de sua criatividade.
Você acredita que a maior dificuldade de Paul é competir com o seu próprio legado?Claro que sim. Como alguém poderia tentar concorrer com os Beatles? Só porque você foi um deles – um dos dois membros-chave, na verdade – a coisa não fica mais fácil. Imagine acordar aos 27 anos e perceber que você já fez o trabalho mais importante de sua vida? Que você mudou o mundo de duas ou três maneiras distintas e não importa o que você faça, será sempre comparado com o que você fez quando era jovem? Isso é difícil.
O que podemos esperar de Paul McCartney nos próximos anos?Mais do mesmo, suspeito. Mais músicas, álbuns, performances. O homem vive, respira e transpira música. É sua expressão de vida. Ele só vai parar quando seu coração parar de bater. E espero que isso demore muito tempo.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Os passos de John Lennon em Nova York
Por: Felipe Branco Cruz, de Nova York
Há mais de 100 anos, a guarita de segurança, de cor dourada e em art-déco, está no mesmo lugar: ao lado do portão que dá acesso ao edifício Dakota, no número 1, da Rua 72 oeste, em frente ao Central Park, numa área nobre de Nova York. Exatamente ao lado dessa guarita, John Lennon foi assassinado em 8 de dezembro de 1980, quando chegava ao prédio. Ele morava aqui. Até hoje, Yoko Ono, a viúva do Beatle, mora no apartamento de 34 cômodos em que o casal vivia, no último andar. Desde a morte de Lennon, há 30 anos, o edifício virou ponto de peregrinação de fãs, que tiram fotos em frente ao portão.
Num ponto do Central Park, bem em frente ao Dakota, a pedido de Yoko Ono, foi construído, em 1985, um jardim batizado de Strawberry Fields, onde um mosaico com a palavra "Imagine" – um dos muito clássicos de Lennon – é uma espécie de memorial ao cantor. Ali, ônibus de turismo param a todo instante, com pessoas que tiram fotos junto ao mosaico, sempre adornado com flores.Nova York, onde ele morava desde 1971, está repleta de referências a John Lennon. E de pessoas que têm vivas na memória lembranças do cantor que virou símbolo da luta pela paz. O fato é que, até hoje, Nova York respira Beatles. E Lennon. Ironicamente, ele costumava dizer que escolhera a maior cidade dos Estados Unidos para viver porque ali se sentia seguro, podia sair pela porta da frente de sua casa para jantar num restaurante, sem ser perseguido. Acabou sendo morto em frente ao prédio em que morava.
Erguido em 1884, o edifício Dakota é apenas um dos pontos de Nova York que atrai a atenção de fãs e curiosos sobre John Lennon. Quando foi assassinado por Mark David Chapman, às 22h50 de 8 de dezembro de 1980, com quatro tiros, o cantor estava acompanhado de sua mulher. Os funcionários do Dakota não gostam de falar sobre o episódio. “A senhora Yoko Ono não está em casa. E mesmo que estivesse eu não iria incomodá-la. Não podemos falar mais nada, por medidas de segurança. Se quiser falar com ela, mande uma mensagem pelo Twitter”, disse o segurança, de dentro da guarita dourada.Por si só, o Dakota já é uma atração turística em Nova York. O folclore local diz que o prédio é mal assombrado. E não é por menos. Afinal, o edifícil já serviu de locação para o assustador filme "O Bebê de Rosemary", dirigido por Roman Polanski. Dentre seus ilustre moradores, viveu ali nada menos que Boris Karloff, que no cinema deu vida ao assustador "Frankenstein".
No memorial do Central Park, o clima é outro. Ali, permanentemente há músicos tocando canções dos Beatles, como o grupo cover The Meetles, que também se apresenta diariamente nas estações de metrô. Mas o personagem mais icônico do local é o nova-iorquino Airton Ferreira dos Santos Júnior. Aos 46 anos, esse filho de brasileiros tem jeitão hippie e há 17 anos vai todos os dias ao Central Park, especialmente para enfeitar o mosaico com flores. “Sempre arrumo de um jeito diferente”, diz ele. Para a tarefa quase religiosa, ele usa, por dia, seis dúzias de flores. “Mas não gasto nada. Todas as flores são doadas por floriculturas da cidade”, conta. “John nos ensinou que a paz é possível. Faço isso pela paz”.Fotos feitas por Allan Tannenbaum em 1980, semanas antes de John Lennon morrer.
As imagens foram usadas no clipe da música "(Just Like) Starting Over"



Um cara simples e divertido
Outro homem cuja vida está fortemente ligada a John Lennon é o fotógrafo Allan Tannenbaum, 65. Ele ficou famoso por fazer fotos históricas de Lennon e Yoko, que adoravam passear no Central Park. Tannenbaum é autor de fotos célebres do Beatle, incluindo algumas dessa reportagem e as fotos do making of do clipe "(Just Like) Starting Over" (veja o clipe abaixo), durante o qual Lennon e Yoko ficam completamente nus. O fotógrafo não chegou a se tornar amigo do cantor. Mas tinha uma boa relação com ele e o conhecia como uma pessoa comum, não apenas como o ídolo mundial. “John fazia piadas o tempo inteiro. Era um cara muito divertido”, conta Tannenbaum. “Dez dias antes de ele ser assassinado, eu fiz fotos de John na casa dele”, lembra. Casado com uma brasileira, ele já teve fotos publicadas na capa de algumas das maiores revistas do mundo, como Time, Newsweek, Rolling Stone e a extinta revista brasileira Manchete. “John e Yoko formavam um casam muito próximo. Ele a chamava de mãe. E, realmente, John não era importunado em Nova York. De todas as vezes que estive com ele pelas ruas da cidade, só duas pessoas pediram autógrafo. Nunca imaginei que ele iria morrer daquele jeito”.
Clique aqui e veja todas as fotos que Allan fez de John Lennon
Quando foi morto, John Lennon tinha 40 anos. E estava se cuidando. Havia largado as drogas e o álcool. O escocês Matthews Mahir, 71 anos, dono do bar McSorley’s Old Ale House – o mais antigo de Nova York –, comprova. O lugar, fundado em 1854, era o bar preferido de Lennon e de outras celebridades mundiais, como Elvis Presley, Muhammad Ali e o ex-presidente John Kennedy. Todos fregueses de Mahir. “John se sentava numa mesa no canto e sempre usava um chapéu que lhe escondia as orelhas”, conta Matthews. “Ele não bebia cerveja e adorava o nosso cheese burguer”. O cantor gostava de pedir um refrigerante e, após comer o sanduíche, ficava uma ou duas horas apenas sentado, olhando o movimento. “Era um cara simples e divertido. Na primeira vez que ele veio ao bar, eu não o reconheci. Daí, ele disse: ‘Você sabe quem eu sou?’. Depois, deu um sorriso e me abraçou”, lembra. Matthews Mahir também fazia o papel de segurança e não deixava nenhum fã incomodar seu cliente. “Poucas pessoas o reconheciam ou tinham coragem de falar com ele”.
Há 2 meses, o mundo celebrou os 70 anos de nascimento de John Lennon. Agora, haverá eventos para marcar os 30 anos da sua morte. As duas datas são responsáveis diariamente por matérias nas televisões americanas sobre Lennon e também por aquecer o mercado editorial com novos livros. O cinegrafista Adam Shanker, 49 anos, é personagem de um desses livros: "8 de Dezembro de 1980. O Dia em que John Lennon Morreu", ainda não lançado no Brasil. A obra, escrita por Keith Elliot Greenberg, acompanha a trajetória de diversos nova-iorquinos no dia em que o Beatle foi assassinado. Na época, Shanker tinha apenas 19 anos e era barman. “Foi um grande choque”, diz ele, que guarda todos os jornais da época. “Comprei todos os exemplares que achei. Sou muito fã de John Lennon. No dia seguinte à sua morte, eu era uma das mais de 100 mil pessoas que foram homenageá-lo num show no Central Park”.Clique aqui para ver uma entrevista com Keith Elliot Greenberg feita pela BBC
A presença de Lennon também pode ser sentida em outros lugares de Nova York, como no bar Hard Rock Café, na Times Square, que possui um museu com os ternos usados pelos Beatles no início da carreira, além de instrumentos e capas de discos autografadas. No bar, há, inclusive, um memorial para Lennon. Mas se você quiser se sentir próximo dos Beatles, o ideal é visitar o Museu de Cera Madame Tussaud (veja a foto acima), também na Times Square, onde é possível ver em tamanho real estátuas de cera dos Beatles bem no início da carreira durante a Beatlemania.
Outro ponto bacana de se visitar também é a ONU - Organização das Nações Unidas. Lá está em exposição a obra de arte "Arma em Nó", criada em 1980 em memória de John Lennon. Seu criador, o artista Carl F. Reuterswärd, doou esta escultura à Yoko Ono, que por sua vez à doou para as Nações Unidas, onde está em permanente exposição. Essas são apenas algumas das homenagens ao homem imortalizado por sua vida e obra, fundador da mais importante banda de todos os tempos e até hoje lembrado pela canção "Imagine". E que perdeu a vida justamente quando despontava como um dos maiores lutadores pela paz mundial.Clique aqui para relembrar dez fatos importantes na vida de John Lennon
Clique aqui para ouvir algumas das principais canções dos Beatles
Clique aqui para ouvir as canções que marcaram a carreira solo de John Lennon
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Autor lança HQ dos Beatles no Brasil

Em "O Pequeno Livro dos Beatles" o autor retrata toda a trajetória da banda, de 1940 a 2009, contando inclusive detalhes da carreira solo de cada um de seus integrantes.
Para comemorar o lançamento, a editora Conrad garantiu a presença de Hervé na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo, no dia 27 de novembro, às 13h30. No evento o autor deve conversar sobre seu trabalho como quadrinista, além de autografar suas duas graphic novels.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Barry Miles lança o livro "Diário dos Beatles"
A Madras Editora coloca nas lojas, para lembrar os 70 anos de John Lennon, o livro "O Diários dos Beatles", de Barry Miles, um dos amigos da banda na década de 1960. O volume faz uma crônica sobre o dia-a-dia dos fab four, com cronologia de shows, locais das apresentações, declarações dos membros da banda e datas memoráveis, além de relatos de brigas, sexo e drogas.
Miles foi o dono da Indica Gallery, onde John Lennon e Yoko Ono se conheceram. Além disso, foi em sua casa que Paul McCartney ouviu Miles Davis pela primeira vez.
O escritor foi também colaborador da revista "NME".
Fonte: EPTV
sábado, 18 de setembro de 2010
Novo livro sobre os Beatles revela a coleção de Julian Lennon
Acaba de ser lançado um novo livro que documenta toda a coleção de artigos sobre os Beatles pertencentes ao filho de John Lennon, Julian. "Beatles Memoriabilia: The Julian Lennon Collection". Trata-se de "um arquivo secreto de memórias dos Beatles, incluindo letras, roupas, guitarras e cartas."
O livro é escrito por Brian Southall, que trabalhou com os Beatles na EMI. O conteúdo do livro ainda é mantido sob sigilo. Mas ele acrescenta: "Basta dizer que há itens na coleção que ninguém jamais viu antes. Alguns foram proferidas pelo próprio John, alguns vieram da mãe de Julian, a Cynthia, alguns foram adquiridos por Julian em leilão e alguns foram presentes de outros, como a May Pang e Paul McCartney. Nunca houve uma coleção como essa na imprensa antes."
Julian disse: "Comecei a colecionar essas peças pessoais porque eu senti que me pertenciam e devia voltar para a nossa família. Esta coleção representa algo de grande importância para mim, pois é parte da nossa história."
Fonte: Examiner.com
terça-feira, 11 de maio de 2010
Livro transforma Beatles em zumbis
Os direitos do livro “Paul is Undead – The British Zombie Invasion”, escrito por Alan Goldsher, que ainda nem foi lançado, já foram vendidos e a história deverá ganhar adaptação para o cinema. A obra literária será lançada apenas no mês que vem.O filme será uma adaptação do livro que zumbifica o quarteto. Na obra John Lennon é um zumbi que toca guitarra. Ele então mata e ressuscita Paul McCartney, Ringo Starr e George Harrison para transformá-los também em zumbis e formarem uma banda. Agora, ao invés das fãs arrancarem pedaços das roupas dos Beatles, são eles que comem os cérebros das fãs. Mick Jagger também aparece na história e é uma espécie de caçador de mortos-vivos que persegue o grupo. Há espaço até para o guru indiano Maharishi Mahesh Yogi e para uma ninja com o sugestivo nome de Yoko Ono.
A adaptação cinematográfica deverá ser feita por Michael Shamberg e Stacey Sher, mesmo produtores de Pulp Fiction, de Quentin Tarantino. Nenhum estúdio manifestou ainda a intenção de bancar a obra, que está sem patrocínio.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Livro disseca solo por solo, música por música, álbum por álbum

Muitos livros já foram publicados sobre os Beatles abrangendo praticamente tudo. Desde fofocas e brigas até análises em profundidade das gravações no estúdio Abbey Road, em Londres. Então, por que lançar mais um? Isney Savoy, da editora Larousse, responde: “O foco agora não são as intrigas. O trabalho faz análise inédita apenas da música.” O livro em questão é o "The Beatles – Gravações Comentadas e Discografia Completa", lançado pela Larousse.
Escrito pelo britânico Jeff Russel, nascido em Liverpool, cuja a vida foi praticamente dedicada a pesquisas sobre o grupo, o livro apresenta a discografia completa, com notas dos bastidores das gravações. São informações sobre cada canção lançada oficialmente, os títulos, as faixas (com a duração), as datas de lançamento, os créditos dos compositores e comentários sobre cada faixa. Na introdução, Russel justifica sua pesquisa. “Não há nada mais a ser dito? Ao contrário. Muito ainda pode ser dito sobre a razão de ser dos Beatles. Sua música e, sobretudo, seus álbuns.”
Durante anos os mesmos álbuns que eram lançados no Reino Unido saíam em outros países retalhados pelas gravadoras que mudavam o desenho da capa, a sequência das canções e até cortavam músicas para lançar dois LPs em vez de um e faturar mais. A prática foi comum nos Estados Unidos e no Brasil. Por isso, Isney Savoy, de 57 anos, fã da banda, foi recrutado para incluir na obra um capítulo com a discografia brasileira. “Os álbuns dos Beatles no Brasil tiveram algumas particularidades. Por isso, os discos lançados por aqui são raridades”, diz Savoy, que começou a ouvir Beatles quanto tinha apenas 12 anos.
Dentre as características dos álbuns brasileiros está uma falha na canção "Penny Lane", no álbum "The Beatles Forever", de julho de 1972, lançado apenas por aqui como uma coletânea aleatória que reúne músicas de "Magical Mystery Tour" e outras faixas de compactos duplos. A falha mostra um corte brusco após o verso “Full of fish and fingerpies”. “Foi uma falha no disco matriz recebido da Inglaterra. Como os brasileiros achavam que os Beatles faziam coisas inovadoras, acharam que a falha era proposital”, explica Savoy.
Graças a essas mudanças feitas pelas gravadoras de outros países, os Beatles passaram a exigir que seus álbuns fossem lançados da mesma forma no mundo inteiro. “Eles criaram o conceito de álbum, com as canções seguindo uma sequência. Antes, cada país incluía as músicas em qualquer ordem, de acordo com o que eles imaginavam que o mercado local gostaria mais”, diz. Uma das exigências da banda era que nunca fossem lançadas coletâneas. Recomendação ignorada no Brasil, já que por aqui foram lançados títulos como "Juventude em Brasa", "O Mundo em Suas Mãos – Vol. 3" e "Ídolos da Juventude – Vol. 2", todos de 1965.
Contra o retalhamento feito nos Estados Unidos, a banda decidiu protestar e a capa do disco "The Beatles Yesterday and Today" (lançado apenas nos Estados Unidos em junho de 1966) saiu com eles vestidos de açougueiros segurando pedaços de carne e bonecas decapitadas. O público reagiu e não gostou, tanto que a capa foi substituída por outra mais comportada. O exemplar é hoje extremamente cobiçado entre os fãs da banda.
Em seguida, a banda lançou "Revolver", em agosto de 1966. O livro conta uma curiosidade do trabalho. Na canção de abertura, "Taxman", quem toca o solo de guitarra não é George Harrison, mas sim Paul McCartney (apesar da canção ser de autoria de Harrison). Na última do álbum, "Tomorrow Never Knows", o mesmo solo de "Taxman" é executado de trás para frente, por Harrison.
O livro abre com a história do primeiro álbum da banda, batizado de "The Early Tapes of the Beatles", gravado em Hamburgo, Alemanha, em 1961. Eles tocam seis canções com o cantor Tony Sheridan, mas uma outra banda também aparece no LP, a "The Beat Brothers".
No dia 9/9/2009, a história da banda será ‘passada a limpo’
Para o fã médio de Beatles, pouco importa se uma canção foi lançada com ‘overdubs’ no disco tal e, anos depois, relançada na forma crua em uma coletânea especial. O que dificulta ainda mais para quem quer ter a coletânea é entender quais são realmente os títulos e canções lançadas originalmente pela banda no Reino Unido e, claro, se esses discos estão disponíveis para a compra.
Para alegria desses fãs (e também dos fanáticos), no próximo dia 9 de setembro, a EMI lançará o catálogo completo da banda remasterizado. A data coincide com o lançamento mundial do game ‘Beatles Rock Band’.
A coleção compreenderá os 12 álbuns, que serão lançados com a arte original do Reino Unido, além da trilha sonora de ‘Magical Mystery Tour’. A coletânea ‘Past Masters Vol. 1 e 2’, será compilada em apenas um disco. Ao todo, a caixa trará 16 CDs. Os álbuns estarão disponíveis para compra em uma caixa especial. O valor do mimo ainda não foi definido pela EMI.
Dentro da caixa de cada CD, os encartes incluirão observações históricas, junto com notas informativas sobre a gravação. Cada disco trará gravado em formato Quick Time (para ser assistido no computador) um mini documentário e fotografias do grupo durante as gravações. Uma das novidades desta remasterização será o lançamento dos primeiros álbuns da banda em estéreo. Os originais haviam sido lançados apenas em mono. Para os fanáticos, uma segunda caixa será lançada contendo as gravações em mono.
Ele fez do cinema a sua escola
Escritor David Gilmour conta ao JT como educou
seu filho rebelde apenas vendo bons filmes
O canadense David Gilmour, autor de "O Clube do Filme", não imaginava que o livro fosse capaz de vender meia dúzia de cópias na vizinhança, quanto mais estar entre os mais vendidos do Brasil, Canadá e Alemanha. “Todo mundo gosta de uma boa história e acho que é isso que os leitores encontram no meu livro”, diz. “Nunca sabemos o que vai dar certo. Apenas acontece. É um mistério.”
A tal boa história surgiu da relação pessoal entre ele e seu filho Jesse. Quando tinha apenas 16 anos, o menino acumulava notas baixas e diversas reprovações. Sem saber o que fazer, o pai decidiu tomar uma drástica decisão: deixá-lo abandonar a escola com a condição de assistir semanalmente a três filmes que o pai escolhesse – e o garoto não poderia sair da frente da TV até que o longa terminasse.
“Disse ao Jesse que ele poderia dormir até tarde e fazer o que quisesse, mas teria de ver os filmes. E, se ele se envolvesse com drogas, o acordo estava cancelado”, conta o autor, que está no Brasil com o filho e conversou com o JT ontem, no Parque do Ibirapuera, com exclusividade.
“Li os originais do livro antes de meu pai entregá-los à editora. No primeiro momento, fiquei horrorizado, porque a obra falava muito da minha vida pessoal, meu envolvimento com drogas e desilusões amorosas”, conta Jesse. E tratar desses temas de forma natural, segundo Gilmour, é um dos objetivos do Clube do Filme. “O livro fala da relação entre um pai e um filho, não sobre cinema. Aquele foi um período muito importante para Jesse, pois ele estava se transformando em um homem. E também para mim, que buscava estabilidade profissional.”
Crítico de cinema, ex-apresentador de um programa sobre o assunto na TV canadense e âncora de talk-show, Gilmour estava desempregado e com o dinheiro contado quando escreveu o livro. Por isso, pai e filho tinham muito tempo para passarem juntos. “Como eu havia sido afortunado (embora certamente não parecesse assim) por não ter um emprego, por ter tido tanto tempo livre à disposição. Dias, tardes e noites. Tempo”, escreve Gilmour em uma das passagens.
As lições que o filho aprendeu foram, assim, ensinadas por diretores e atores como Marlon Brando, Alfred Hitchcock, Stanley Kubrick, Jack Nicholson, entre outros figurões. Uma delas veio com "Interlúdio" (1946), de Hitchcock. No livro, Gilmour desafia o filho: “Pedi a Jesse que prestasse atenção em alguns detalhes do longa, como a escadaria da casa do vilão, no Rio de Janeiro. De que tamanho ela era? Quanto tempo alguém levaria para descê-la? Não expliquei o motivo da pergunta”, escreve o autor. A lição serviria mais tarde para lecionar a Jesse o que é suspense, pois Hitchcock, nas cenas finais, adicionou degraus na escada para o vilão demorar mais tempo para descer. “E você sabe por que Hitchcock é famoso? Pelo suspense”, completa.
Ao todo, a dupla assistiu, em três anos, a 350 filmes (no final da obra, há uma providencial filmografia, com todos eles). Quando Jesse completou 20 anos, o clube foi desfeito. “Uma hora, ele teria de acabar”, lamenta o pai. Jesse finalmente voltou a estudar e, claro, entrou para o ramo de cinema. Ele já escreveu, dirigiu e interpretou um curta-metragem – "The Tide" (A Maré) – e está com um roteiro pronto, vendido a alguns produtores de cinema canadense.
Do Brasil, pai e filho citam como bons filmes "O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias", "Cidade de Deus", "Central do Brasil" e "Pixote". “A ação em Cidade de Deus é fantástica. A cena da galinha, então...”, analisa o pai. Ao final da entrevista, os dois ainda comentaram que se impressionaram com o vasto conhecimento dos brasileiros sobre cinema. “Vocês realmente amam o assunto”, diz Gilmour.
Foi inevitável, portanto, o papo não acabar nas preferências cinematográficas de cada um (leia o resumo nos quadros abaixo).“'Showgirls' é o pior filme já feito. 'O Poderoso Chefão 2' é o melhor de todos os tempos. No Canadá, nosso homem é David Cronenberg, o único diretor bom do país. 'O Exorcista' é o filme mais assustador que eu já vi e um dos melhores filmes de guerra de todos os tempos é 'Apocalipse Now'”, resumiu Gilmour. O filho discordou em alguns pontos. “Hoje em dia, eu acho 'Nascido Para Matar', do Stanley Kubrick, melhor do que 'Apocalipse Now', de Francis Ford Coppola.” Então, tá.
OS FILMES DE DAVID GILMOUR
DAVID CRONENBERG
“David Cronenberg é o melhor diretor canadense. Ele é o nosso homem no cinema. Fez ‘A Mosca’, que é ótimo. Mas o melhor filme dele é ‘Uma História da Violência’, com Viggo Mortensen. Perfeito. Acho que todos os estudantes de cinema deveriam ver este filme.”
O EXORCISTA
“‘O Exorcista’ é o mais assustador filme de terror já produzido. Até hoje eu tenho calafrios. Na primeira vez em que fui ao cinema assisti-lo, saí do cinema nos primeiros 15 minutos. Na segunda, saí aos 30. Apenas na terceira vez o vi até o fim – mas com os ouvidos tampados.”
NASCIDO PARA MATAR
“Diria que ‘Nascido para Matar’, do Stanley Kubrick, é um filme sintético, não passa o real sentimento do Vietnã. Diria que existe apenas uma grande cena, quando os soldados seguem um tanque de guerra. Para mim, Kubrick fez só um longa bom, que é ‘O Iluminado’.”
SHOWGIRLS
“Não consigo imaginar um filme pior do que ‘Showgirls’. E o mais grave é que ele foi feito por um bom diretor: Paul Verhoeven (de ‘Robocop’). Um amador faria um filme melhor do que esse. É um diretor talentoso, mas fez um filme ofensivo, vulgar e nojento.”
APOCALIPSE NOW
“É uma verdadeira obra de arte, mas com um grande problema. Até Marlon Brando aparecer, o filme vai muito bem. Quando o ator surge, acaba roubando a cena, como uma tempestade. Então, o filme passa a ser só dele. O ator domina todas as cenas.”
O PODEROSO CHEFÃO II
“Entre todos os grandes filmes, ‘O Poderoso Chefão 2’ é o melhor cinema que já vi na vida. E este é o tipo de frase que só podemos dizer uma vez. É como os Beatles para a música: a banda está sempre no topo. É desta maneira que vejo ‘O Poderoso Chefão 2’.”
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
"Abbey Road": 40 anos da mítica capa dos Beatles
Fonte: G1







