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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Editora Lafonte lança biografia de Eric Clapton



O livro Clapton –- A História Oficial Definitiva, de Chris Welch, lançamento da Editora Lafonte, chega ao mercado editorial brasileiro agora em novembro e apesar do preço salgadinho, promete agradar aos fãs e apreciadores do rock e do músico. A história de Clapton, autor de pérolas do cancioneiro roqueiro como While My Guitar Gentle Weeps (em parceria com George Harrison, dos Beatles), vem recheada de fotos, imagens de suas guitarras, pôsteres de shows e outros itens que fazem a alegria de colecionadores.

Em 256 páginas, divididas em 11 capítulos, o livro de Welch convida o leitor a uma viagem ao mundo de Eric Clapton, nas cinco décadas de sua carreira, que inclui passagens por bandas como The Yardbirds, Blues Breakers de John Mayall, Cream, Blind Faith, Plastic Ono Band, Bonnie & Delaney; Derek and the Dominos, além de participações em eventos especiais como o Concerto para Bangladesh, Last Waltz, Live Aid, Secret Policeman’s Other Ball, entre outros.

O autor também apresenta momentos marcantes da vida pessoal de Clapton na infância e na juventude, além de uma série de problemas e crises emaranhadas ao vício em álcool e drogas, durante um período de sua carreira. Como não poderia deixar de ser, em uma biografia que se pretende definitiva, a obra destaca assuntos dolorosos como a trágica morte do filho Conor, de quatro anos, e que inspirou o artista a compor a belíssima e angustiante Tears in Heaven. Conor caiu da janela do 53º andar de um prédio residencial, em Nova Iorque.

Ficha Técnica:
Clapton – A História Oficial Definitiva
Autor: Chris Welch
Tradução: Silvia Mourão
Editora: Lafonte
256 páginas
Preço: R$ 120,00

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Lizzie Bravo.“O Paul perguntava coisas do Brasil e ajudou-me nos trabalhos da escola”

Aos 15 anos, uma menina carioca foi a Londres conhecer os Beatles. Passados dois anos e meio voltou para casa com fotografias, autógrafos e uma canção gravada com a banda mais famosa do mundo. Agora prepara um livro sobre a sua história.



Fonte: IO Online

Acabada de sair de um colégio de freiras, Lizzie Bravo decide ir para Londres em perseguição dos quatro de Liverpool. Hoje, aos 61 anos, relata com felicidade as temporadas à porta dos estúdios de Abbey Road, de Fevereiro de 1967 a Outubro de 1969. Já na ressaca da beatlemania, a banda atravessava o período mais criativo, com discos como “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” (1967) ou o “White Album” (1968). Acabou por participar numa gravação de “Across the Universe”, na qual cantou cara a cara com o seu ídolo, John Lennon. O take editado acabaria por não ser feito nesta sessão, ficando a participação da carioca imortalizada em raridades. A vida póstuma de Lizzie como cantora, inspiração do letrista Zé Rodrix e assistente de Milton Nascimento, são meras sombras de um passado glorioso na porta da casa de Paul McCartney em fuga da polícia.

Antes de conhecer os Beatles, que música ouvia?
Sempre ouvi muita música. A minha mãe cantava e o meu pai tinha uma grande colecção de discos, desde jazz a música clássica. Não ouvia rock, gostava de música francesa e brasileira.

Quando é que os quatro de Liverpool entraram na sua vida?
O meu pai trouxe-me dos EUA o primeiro disco dos Beatles, naquela época chegava tudo muito atrasado ao Brasil. Gostei do disco, mas não fiquei encantada. Quando vi o filme “Hard Day’s Night” (1964) no cinema, tudo mudou. Vê-los ao vivo e a divertir-se teve um grande efeito em mim. Depois de muitas idas ao cinema para ver o mesmo filme, acabei por conhecer muitas pessoas que eram fãs, quase sempre meninas. Criámos no Rio de Janeiro um novo movimento de amizade pelos Beatles.

Aos 15 anos saiu de um colégio de freiras e foi sozinha para Londres. Como?
No final de 1966, os Beatles anunciaram que não iam tocar mais ao vivo. Eu e a minha melhor amiga, Denise, começámos a perceber que, se não fôssemos a Londres, não íamos ter mais nenhuma oportunidade de os conhecer. No Brasil, quando alguém fazia 15 anos, tinha uma grande festa para se apresentar à sociedade e ia numa excursão pela Europa. Convencemos os nossos pais que devíamos ir as duas para Londres. A Denise foi logo em Janeiro de 1967. Enquanto eu esperava pela autorização do meu pai, ela enviou-me o meu primeiro autógrafo do John Lennon. No dia 13 de Fevereiro de 1967 aterrei em Londres.

Qual foi a primeira coisa que fez em Londres?
Quando cheguei, a Denise já estava à minha espera. Largámos logo as malas no hotel e fomos correndo para os estúdios de Abbey Road. Nessa mesma noite, vi o John, Paul, George, Ringo e o Brian Epstein (manager dos Beatles). O primeiro Beatle que conheci foi o John, o meu favorito.

E os seus pais deixaram-na ficar em Londres?
Os meus pais não sabiam que eu não ia voltar para o Brasil, mas eu sabia. Passados alguns meses pararam de me enviar dinheiro, tentaram fazer um grande movimento para eu voltar. Arranjei trabalho como empregada doméstica e babá, por isso eles acabaram por se conformar.

Ficava todos os dias em Abbey Road?
Os dias começavam de tarde, em casa do Paul. A casa era perto do estúdio e normalmente estava lá o John. Depois esperávamos que eles fossem para o estúdio e ficávamos até eles irem embora, quando já era de noite. Na hora que eles entravam em Abbey Road, éramos sempre cerca de 15 pessoas, mas na hora de saída éramos apenas duas ou três. A maior parte das meninas tinha de ir para casa ter com as suas famílias, mas eu e a Denise ficávamos a noite inteira. Era normal vermos o sol a nascer.

Os seguranças não vos mandavam embora?
Não existiam seguranças, havia apenas o porteiro de Abbey Road, o Neil Aspinall e o Mal Evans (assistentes da banda). Uma vez ou outra diziam para nos afastarmos, mas não havia qualquer segurança. Em casa do Paul era mais complicado, os vizinhos costumavam chamar a polícia. A polícia mandava a gente embora, nós dávamos a volta ao quarteirão e regressávamos ao mesmo sítio. Uma vez tentei explicar ao polícia: “Mas, moço, o John Lennon está ali dentro, eu não posso sair daqui!”

As mulheres dos Beatles não ficavam invejosas?
Nem por isso. Eram todas muito simpáticas connosco. A Cynthia Lennon era uma fofa, a Pattie Boyd também. A Yoko Ono era muito tímida, mas eu sempre gostei dela. Quando ela apareceu a primeira vez no estúdio, estranhámos muito, ela era muito diferente, tinha aquele estilo beatnick. Eu gostava de fazer tricô, fiz um xaile para ela e um cachecol para o John. Tenho duas fotos dele com esse cachecol.

O que aconteceu a 4 de Fevereiro de 1968?
Estávamos meia dúzia de pessoas na porta do estúdio e apareceu o Paul a perguntar se alguma de nós conseguia sustentar uma nota aguda. Como sempre cantei no coro da escola, falei que conseguia. Não sabia para que era, ele disse apenas: “Eu já volto.” Passado um bocado chamaram-me para o estúdio e estavam a olhar para mim os quatro Beatles e o George Martin. A primeira coisa que o Paul pediu foi para eu cantar em brasileiro, mas fiquei com vergonha e não cantei. Depois, Paul chamou também a minha amiga inglesa Gayleen Pease. O John mostrou-nos a canção “Across The Universe” no violão e o Paul acompanhou no piano. Depois o George estava tocando um instrumento indiano. Fiz os coros no microfone com o John. Ficámos duas horas e pouco a cantar e a conversar com eles. Foi um clima muito legal, não foi nada constrangedor. Na época, não tivemos muita noção do que estava a acontecer, só os nossos amigos sabiam que tínhamos cantado com eles.

Existe aquele mito de que o Paul era o mais simpático, é verdade?
Sim, ele era a pessoa mais fácil de conversar. As meninas eram todas apaixonadas por ele, mas eu não. O Paul perguntava-me coisas do Brasil, se tinha saudades da minha mãe, e ainda me ajudou nos trabalhos da escola. Eu prestava sempre mais atenção ao John, mas ficava muito nervosa e não conseguia falar bem com ele. Perguntava-lhe sempre pelo Julian.

Em 1969 foi embora, porquê?
A verdade é que já estava cansada, em Londres tinha de trabalhar muito. Os Beatles também já não passavam muito tempo juntos, na altura do “Sgt. Pepper’s” eles não iam sozinhos para lado nenhum. Quis dar outro rumo na minha vida.

No ano seguinte, George Harrison gravou a faixa “Apple Scruffs”. Perceberam que era para vocês?
Claro! As meninas que trabalhavam na Apple eram muito arrumadas e modernas, e nós não usávamos maquilhagem e tínhamos roupa rota. Um grupo de minhas amigas se auto-intitulou Apple Scruffs, como quem diz farrapos. Eu já tinha ido para o Brasil quando o George estava a gravar o “All Things Must Pass” [1970]. Quando ele acabou essa canção, chamou elas ao estúdio para ouvirem.

Em 1990, enquanto trabalhava como assistente de Milton Nascimento, teve um encontro com um velho amigo.
O Paul estava numa pequena colectiva de imprensa para anunciar o concerto do Maracanã. Quando a apresentação acabou, ele teve de cumprimentar as pessoas uma a uma e eu estava no fim da fila. Na minha vez ele parou e disse: “Porque é que eu me lembro de você?” Eu falei: “Porque já cantei consigo.” Ele lembrou-se logo e ficámos a conversar um bom bocado, foi muito legal.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

A intimidade de John Lennon e Yoko Ono



Por Felipe Branco Cruz

O escritor e jornalista americano David Sheff, de 56 anos, eleito em 2009 pela revista Time como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo, minimiza sua importância. “Não consigo influenciar nem meu filho.” O comentário baseia-se em sua experiência pessoal com o filho, de 28 anos, ex-viciado em drogas, que sofreu uma overdose e quase morreu. Um ano antes de entrar na lista da Time, Sheff tinha lançado o best-seller Querido Menino (Editora Globo), em que fala, de maneira comovente, da sua relação com o filho.

Na introdução deste livro, ele cita um trecho da canção Beautiful Boy (Darling Boy), de John Lennon: “When you cross the street, take my hand (Quando você atravessar a rua, segure na minha mão)”, lançada no último álbum do ex-beatle, Double Fantasy, de 1980. Citar Lennon num livro tão pessoal e importante na carreira do autor denuncia a influência que Lennon teve em sua vida. 

Quando tinha 24 anos, em 1980, Sheff passou três semanas com o casal John Lennon e Yoko Ono, e registrou 22 horas de conversas para a Playboy, que chegou às bancas dois dias antes do assassinato do músico, naquele mesmo ano. Obviamente que tantas horas de entrevista não caberiam nas páginas de uma revista. Foi por isso que, 20 anos após a morte de Lennon, Sheff lançou o livro A Última Entrevista do Casal John Lennon e Yoko Ono, com a transcrição na íntegra em 290 páginas. Somente agora, 12 anos depois do lançamento da edição americana, é que a obra foi traduzida para o português e lançada no País. 

“Eu tinha só 15 mil palavras de espaço para escrever, o que significa apenas 5% do material total. Tivemos de cortar muita coisa”, diz o autor, por telefone, de sua casa em São Francisco, nos EUA, sobre a versão publicada na Playboy. 

Além da entrevista, Sheff acompanhou parte das gravações de Double Fantasy. “Fui encontrar Lennon com 60 páginas de perguntas e não consegui fazer todas”, lembra. Esta, no entanto, não tinha sido a primeira entrevista de Sheff com uma grande personalidade. Antes, ele já tinha conversado com Steve Jobs, Tom Hanks e Keith Haring. Nervoso, o jornalista acabou encontrando um ex-beatle “muito gentil e caloroso”. 

Sheff entrevistou Lennon nos estúdios, entre uma gravação e outra das músicas de Double Fantasy, no edifício Dakota, casa de Lennon e Yoko, e até no banheiro, onde eles encontravam algum silêncio. Das declarações dadas por Lennon, algumas impressionam pelo aspecto premonitório. 

“Mahatma Gandhi e Martin Luther King são grandes exemplos de fantásticas personalidades não violentas que morreram de forma violenta. Não consigo entender isso. Somos pacifistas, mas não sei o que significa ser tão pacifista a ponto de levar um tiro”, disse Lennon a Sheff. Ou ainda: “O maior prêmio de todos é quando você morre – um prêmio grande mesmo por morrer em público. Ok. Essas são coisas em que não estamos interessados”.

O livro oferece um panorama sincero e escancarado da intimidade de Lennon. A Sheff, o músico conta sobre como passou os últimos cinco anos da vida: “Andei fazendo pão e cuidando do bebê”, revela ele, que fala ainda sobre drogas, a morte da mãe, o distanciamento do pai, as críticas por casar com Yoko e a relação com os filhos Julian e Sean. 

Numa dessas passagens, Lennon fala do relacionamento com Yoko. “Alguém me dizia: ‘Por que você está com essa mulher feia?’ E eu respondia: ‘Do que você está falando? Eu estou com a deusa do amor, que preenche toda a minha vida’. Por que alguém deseja me punir por estar apaixonado por ela?”, desabafa Lennon.

Sem perceber, o leitor acaba se envolvendo de tal maneira na entrevista que tem a impressão de estar na mesma sala acompanhando a conversa, como um espectador privilegiado. “Na época, eu só pensava: ‘Esse cara incrível está aqui conversando comigo.’ Eu tinha 24 anos. Para mim, foi como um milagre”, diz Sheff. “As lições de John e Yoko jamais se perderam em mim.”

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Ringo Starr diz que nunca escreverá autobiografia


Em entrevista a uma rádio de Los Angeles, o baterista Ringo Starr declarou que já foi convidado a escrever suas memórias, mas nunca fará a requisitada autobiografia. O motivo: todos os interessados sempre querem que ele fale apenas dos tempos de Beatles, e dispense o restante, o antes e o depois. O bate-papo contou também com a participação do ator Russell Brand.

O ex-beatle lançou essa semana seu novo álbum, “Ringo 2012”, que tem sete faixas inéditas e duas regravações – ‘Wings’ e ‘Step Lightly’. O disco é o 17º de sua carreira solo, e contou com participações especiais de Joe Walsh, do Eagles, Benmont Tench, da Tom Petty And The Heartbreakers, e Dave Stewart, do Eurythmics.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Michael Jackson e John Lennon no mundo dos quadrinhos



As vidas privadas escancaradas para o público e as mortes trágicas, ocorridas com 29 anos de diferença, fizeram com que John Lennon (1940 – 1980) e Michael Jackson (1958 – 2009) fossem escolhidos como os primeiros personagens da coleção “Figuras do Rock em Quadrinhos”, que acaba de chegar às lojas do país.  Cada publicação tem 64 páginas e preço sugerido de R$ 34,90.  

Em “Um Tiro na Porta de Casa”, Pablo Maiztegui resgata as diversas facetas da carreira e da privacidade do ex-Beatle John Lennon.

Cada página traz uma história com começo, meio e fim. Juntas, elas contam os 40 anos de existência do rapaz de Liverpool que morreu após levar quatro tiros à queima-roupa em frente ao prédio onde morava, em Nova York. 

Para chegar a um resultado coerente, o autor espalhou as ilustrações pelo chão. “Usei este método para encontrar uma narrativa diferenciada. Há muitos Lennons sobre os quais falar”, explica Maiztegui.

Auxílio de documentários 
Conhecido por sua longa experiência como escritor de quadrinhos, Diego Agrimbau precisou assistir a muitos documentários sobre o rei do pop, como “Living with Michael Jackson”, até concluir “Um Thriller em Preto e Branco”.

E o resultado tem ares documentais, com detalhes sobre a relação com o pai tirano, o sucesso com os Jacksons 5, a carreira solo, as acusações de pedofilia e a morte causada pela overdose de analgésicos.

Fonte: Vírgula

Irmã de George Harrison lançará biografia sobre os Beatles


Louise Harrison, irmão mais velha do ex-beatle George Harrison, revelou em entrevista ao jornal "Sarasota Herald-Tribune" que está escrevendo uma biografia sobre o músico morto em 2001.

"Tanta porcaria tem sido escrita sobre George e os Beatles. Metade delas, por pessoas que passaram talvez uma hora com a banda num avião. Acho que é meu dever contar a verdade", disse Louise, de 80 anos, à publicação.

Ela revela que já concluiu a maior parte do manuscrito da obra, que espera ver publicada em 2012 ou 2013. Ainda sem título, o livro deve incluir registros dos Quarrymen (banda considerada o embrião dos Beatles), da primeira turnê norte-americana dos Fab Four e fotografias e correspondências do irmão caçula nunca antes publicadas.

Empresária da banda-tributo Liverpool Legends — criada por ela em Branson, Missouri (EUA), onde vive —, Louise morava nos Estados Unidos dos anos 60 e passava informações sobre o mercado norte-americano ao então empresário da banda, Brian Epstein.

"Eu o avisei de que os Beatles não estourariam por aqui, e que eles realmente precisariam se apresentar do 'The Ed Sullivan Show' (programa de sucesso da TV americana nos anos 60 e 70), sobre o qual nunca tinham ouvido falar", destacou.

'Apenas um jardineiro'
Louise também desfaz o mito de que George era o beatle "mais quieto". "No fim de semana em que eles voaram para Nova York, para participarem do programa, George estava muito doente. Ele havia tomado algumas injeções e feito nebulização, e fui encarregada de cuidar dele. Tinham dito que ele deveria usar sua voz o mínimo possível. Por isso ficara tão quieto durante as entrevistas coletivas, e a imprensa pensou que ele fosse o mais silencioso. George costumava rir disso".

Quem também contribui com o livro é o ex-marido de Louise, Walt Kane, que relembrou a angústia de George após o assassinato de John Lennon. "George eletrificou as cercas e contratou um guarda-costas. Ele dizia: 'Basta apenas um maníaco para dar cabo de mim'. Ele se cansou da fama. Queria ser apenas um jardineiro", afirmou Walt ao "Sarasota Herald-Tribune".

Fonte: G1

domingo, 27 de novembro de 2011

Livro enfoca intimidade de Paul McCartney



O jornalista britânico Howard Sounes é o primeiro a admitir que a ideia de escrever uma biografia sobre Paul McCartney não é das mais originais. Afinal, o ex-Beatle já ganhou uma dezena delas. 

“Para um biógrafo, não existe nada melhor do que uma vida boa, longa e movimentada como a de Sir Paul McCartney. Mas, como essa história já foi contada e recontada várias vezes, tive que dar um certo frescor a ela, com novas entrevistas e histórias inéditas”, afirma Sounes, que já lançou biografias sobre Charles Bukowski e Bob Dylan. 

A primeira providência tomada por Sounes foi dividir “FAB - A Intimidade de Paul McCartney”, da Editora BestSeller (700 páginas, R$ 69,90), em duas partes: na primeira, ele se debruça sobre a vida e obra do músico dentro dos Beatles, incluindo as divergências criativas com John Lennon, e, na segunda, fora deles.

“A vida do Paul fora dos Beatles é tão emocionante quanto dentro dos Fab Four. Mas, por um motivo que eu desconheço, nunca mereceu a devida atenção”, observa.

Decidido a corrigir essa distorção, Sounes passou os últimos dois anos, entrevistando cerca de 200 pessoas. Ao contrário das demais biografias sobre o ex- Beatle, a de Howard Sounes dedica um capítulo inteirinho ao tumultuado casamento (e divórcio) com a ex-modelo e ativista social Heather Mills. 

“Não sou um fã bitolado dos Beatles. Se gosto de algo, eu digo. Se não gosto, não jogo a sujeira para debaixo do tapete”, promete.

Fonte: Metro Rio

segunda-feira, 6 de junho de 2011

A reinvenção de Paul McCartney

Por: Felipe Branco Cruz
Fonte: Jornal da Tarde

Aos 68 anos, Paul McCartney continua dando o que falar. Está noivo da empresária nova-iorquina Nancy Shevell, de 51 anos, e frequentemente tem dito que pretende lançar novos discos. Com um legado incontestável, é alvo de inúmeras biografias. Por isso, a pergunta que se faz é: o que um novo livro poderia acrescentar à história do músico, principalmente com sua veemente recusa em colaborar com a obra?

Quem responde é o jornalista americano Peter Ames Carlin, autor de Paul McCartney – Uma Vida, lançado recentemente no Brasil. “Paul nunca fala para biógrafos, com a única exceção de Barry Miles, que é amigo dele desde os anos 1960 e lançou a obra Many Years From Now”, explica. “Cada biógrafo tenta focar uma parte específica da complexidade que é o personagem. Na minha, explorei como ele se reinventou após o fim dos Beatles, renegando seu passado. Agora, no século 21, de como ele se tornou o embaixador dos Beatles para os mais jovens.”

O autor inicia o livro com a descrição de um show que Paul fez em Liverpool, sua cidade natal, no dia em que fez 66 anos. A partir dessa apresentação, Carlin conta sobre os ancestrais do músico, descendentes de irlandeses que imigraram para a cidade para trabalhar.

Apesar de não ter entrevistado Paul, Carlin acompanhou durante quase dois anos os passos do músico e baseou sua pesquisa em documentos da época, além de entrevistas com pessoas próximas do ex-Beatle, como os músicos do Wings. Mas nem todo esse levantamento impediu que a obra fosse criticada por não ter novas informações. “Acho que o coração deste livro captura seu amadurecimento e as raízes de sua criatividade”, diz.

As 400 páginas da obra, no entanto, não se aprofundam na história de Paul. Trata-se de um livro para quem ainda não conhece a trajetória do músico e funciona como uma excelente porta de entrada para aqueles que querem conhecer melhor a biografia do artista. “A vida de Paul se torna muito mais excitante depois do fim dos Beatles. Imagine alguém aos 27 anos, que pertenceu a uma das maiores bandas do mundo, ter de se reinventar?”

Dicotomia criativaNa obra, o autor afirma ainda que a parceria com John Lennon promoveu uma dicotomia capaz de fazer aflorar a criatividade de ambos. Mesmo depois da morte de John, Paul teve de lidar com o mito e a sombra do amigo. A influência da mãe de Paul na vida do músico também é tratada pelo autor, já que ela morreu quando ele tinha apenas 14 anos. Aliás, foi a morte da mãe de Lennon, alguns anos depois, que ajudou a dupla a ficar ainda mais próxima. “A morte dela inspirou uma profunda paixão pelo seu trabalho”, analisa o escritor americano.

O livro termina com os desdobramentos da batalha judicial que Paul enfrentou, em 2008, para se separar de sua ex-mulher Heather Mills, que ganhou o direito a receber 24 milhões de libras com o fim do casamento. A nova namorada de Paul, e agora noiva, Nancy Shevell, também é citada, mas de forma bem superficial.

Carlin não é nenhum novato no ramo das biografias. É de sua autoria também Catch a Wave, sobre a história de Brian Wilson, dos Beach Boys. E há dois anos ele trabalha na biografia de Bruce Springsteen, prevista pera ser publicada em 2012. Paul McCartney – Uma Vida mereceu pelo menos um elogio que vale ser salientado, feito por Bob Spitz, autor de uma das mais importantes biografias dos FabFour, The Beatles: “Carlin faz um retrato franco e revelador por trás do mito de Paul McCartney.”A declaração é parte do texto que está na contracapa.

‘Como concorrer com os Beatles?’Peter Carlin tentou entrevistar Paul McCartney, mas ele não quis conversa. O autor foi atrás de outras fontes e escreveu uma biografia focada na carreira do músico após o fim dos Beatles.

O que esta biografia tem de diferente em relação a outras sobre Paul McCartney?Tem novas perspectivas até então desconhecidas (ou pouco conhecidas), além de histórias e insights sobre a vida de Paul. É o primeiro livro que trata de sua carreira solo com o mesmo cuidado e respeito que foi feito com os Beatles.

Por que você não entrevistou Paul para escrever o livro?Tentei, mas a posição dele é definitiva. Ele não fala com biógrafos, a não ser que tenha algum contrato com eles, como fez com Barry Miles, autor de Many Years from Now e amigo de longa data.

Se Paul McCartney lhe desse 20 minutos para um rápido bate-papo, que perguntas você faria?Perguntaria sobre sua relação com a música: como ele se sente quando ouve uma canção que realmente o comove, como se sente quando está imerso em seu processo criativo.

Como é escrever sobre uma pessoa viva e produtiva?Espero que o livro fique desatualizado e que Paul continue a trabalhar, criar e construir mais coisas. A vida continua e o homem trabalha, trabalha, trabalha. Mesmo assim, a essência do livro capta seu crescimento e as raízes de sua criatividade.

Você acredita que a maior dificuldade de Paul é competir com o seu próprio legado?Claro que sim. Como alguém poderia tentar concorrer com os Beatles? Só porque você foi um deles – um dos dois membros-chave, na verdade – a coisa não fica mais fácil. Imagine acordar aos 27 anos e perceber que você já fez o trabalho mais importante de sua vida? Que você mudou o mundo de duas ou três maneiras distintas e não importa o que você faça, será sempre comparado com o que você fez quando era jovem? Isso é difícil.

O que podemos esperar de Paul McCartney nos próximos anos?Mais do mesmo, suspeito. Mais músicas, álbuns, performances. O homem vive, respira e transpira música. É sua expressão de vida. Ele só vai parar quando seu coração parar de bater. E espero que isso demore muito tempo.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Os passos de John Lennon em Nova York

No início de novembro tirei uma semana de folga lá do jornal e viajei para Nova York. Como já estava por lá e faltava apenas algumas semanas para completar 30 anos da morte de John Lennon, resolvi apurar como estava a cidade que abrigou o beatle durante nove anos. O resultado dessa curiosidade é a matéria abaixo, que acabou sendo publicada no dia 5 de dezembro no caderno de Variedades do Jornal da Tarde. Ah! O sujeito com uma jaqueta preta e gorro na cabeça sou eu posando de turista. Todas as fotos da matéria foram feitas por mim, exceto (obviamente) onde John Lennon aparece. Essas fotografias foram feitas por Allan Tannenbaum e gentilmente cedidas para essa reportagem.

Por:
Felipe Branco Cruz, de Nova York

Há mais de 100 anos, a guarita de segurança, de cor dourada e em art-déco, está no mesmo lugar: ao lado do portão que dá acesso ao edifício Dakota, no número 1, da Rua 72 oeste, em frente ao Central Park, numa área nobre de Nova York. Exatamente ao lado dessa guarita, John Lennon foi assassinado em 8 de dezembro de 1980, quando chegava ao prédio. Ele morava aqui. Até hoje, Yoko Ono, a viúva do Beatle, mora no apartamento de 34 cômodos em que o casal vivia, no último andar. Desde a morte de Lennon, há 30 anos, o edifício virou ponto de peregrinação de fãs, que tiram fotos em frente ao portão.


Num ponto do Central Park, bem em frente ao Dakota, a pedido de Yoko Ono, foi construído, em 1985, um jardim batizado de Strawberry Fields, onde um mosaico com a palavra "Imagine" – um dos muito clássicos de Lennon – é uma espécie de memorial ao cantor. Ali, ônibus de turismo param a todo instante, com pessoas que tiram fotos junto ao mosaico, sempre adornado com flores.

Nova York, onde ele morava desde 1971, está repleta de referências a John Lennon. E de pessoas que têm vivas na memória lembranças do cantor que virou símbolo da luta pela paz. O fato é que, até hoje, Nova York respira Beatles. E Lennon. Ironicamente, ele costumava dizer que escolhera a maior cidade dos Estados Unidos para viver porque ali se sentia seguro, podia sair pela porta da frente de sua casa para jantar num restaurante, sem ser perseguido. Acabou sendo morto em frente ao prédio em que morava.

Erguido em 1884, o edifício Dakota é apenas um dos pontos de Nova York que atrai a atenção de fãs e curiosos sobre John Lennon. Quando foi assassinado por Mark David Chapman, às 22h50 de 8 de dezembro de 1980, com quatro tiros, o cantor estava acompanhado de sua mulher. Os funcionários do Dakota não gostam de falar sobre o episódio. “A senhora Yoko Ono não está em casa. E mesmo que estivesse eu não iria incomodá-la. Não podemos falar mais nada, por medidas de segurança. Se quiser falar com ela, mande uma mensagem pelo Twitter”, disse o segurança, de dentro da guarita dourada.

Por si só, o Dakota já é uma atração turística em Nova York. O folclore local diz que o prédio é mal assombrado. E não é por menos. Afinal, o edifícil já serviu de locação para o assustador filme "O Bebê de Rosemary", dirigido por Roman Polanski. Dentre seus ilustre moradores, viveu ali nada menos que Boris Karloff, que no cinema deu vida ao assustador "Frankenstein".

No memorial do Central Park, o clima é outro. Ali, permanentemente há músicos tocando canções dos Beatles, como o grupo cover The Meetles, que também se apresenta diariamente nas estações de metrô. Mas o personagem mais icônico do local é o nova-iorquino Airton Ferreira dos Santos Júnior. Aos 46 anos, esse filho de brasileiros tem jeitão hippie e há 17 anos vai todos os dias ao Central Park, especialmente para enfeitar o mosaico com flores. “Sempre arrumo de um jeito diferente”, diz ele. Para a tarefa quase religiosa, ele usa, por dia, seis dúzias de flores. “Mas não gasto nada. Todas as flores são doadas por floriculturas da cidade”, conta. “John nos ensinou que a paz é possível. Faço isso pela paz”.


Fotos feitas por Allan Tannenbaum em 1980, semanas antes de John Lennon morrer.
As imagens foram usadas no clipe da música "(Just Like) Starting Over"




Um cara simples e divertido

Outro homem cuja vida está fortemente ligada a John Lennon é o fotógrafo Allan Tannenbaum, 65. Ele ficou famoso por fazer fotos históricas de Lennon e Yoko, que adoravam passear no Central Park. Tannenbaum é autor de fotos célebres do Beatle, incluindo algumas dessa reportagem e as fotos do making of do clipe "(Just Like) Starting Over" (veja o clipe abaixo), durante o qual Lennon e Yoko ficam completamente nus. O fotógrafo não chegou a se tornar amigo do cantor. Mas tinha uma boa relação com ele e o conhecia como uma pessoa comum, não apenas como o ídolo mundial. “John fazia piadas o tempo inteiro. Era um cara muito divertido”, conta Tannenbaum. “Dez dias antes de ele ser assassinado, eu fiz fotos de John na casa dele”, lembra. Casado com uma brasileira, ele já teve fotos publicadas na capa de algumas das maiores revistas do mundo, como Time, Newsweek, Rolling Stone e a extinta revista brasileira Manchete. “John e Yoko formavam um casam muito próximo. Ele a chamava de mãe. E, realmente, John não era importunado em Nova York. De todas as vezes que estive com ele pelas ruas da cidade, só duas pessoas pediram autógrafo. Nunca imaginei que ele iria morrer daquele jeito”.

Clique aqui e veja todas as fotos que Allan fez de John Lennon

Quando foi morto, John Lennon tinha 40 anos. E estava se cuidando. Havia largado as drogas e o álcool. O escocês Matthews Mahir, 71 anos, dono do bar McSorley’s Old Ale House – o mais antigo de Nova York –, comprova. O lugar, fundado em 1854, era o bar preferido de Lennon e de outras celebridades mundiais, como Elvis Presley, Muhammad Ali e o ex-presidente John Kennedy. Todos fregueses de Mahir. “John se sentava numa mesa no canto e sempre usava um chapéu que lhe escondia as orelhas”, conta Matthews. “Ele não bebia cerveja e adorava o nosso cheese burguer”. O cantor gostava de pedir um refrigerante e, após comer o sanduíche, ficava uma ou duas horas apenas sentado, olhando o movimento. “Era um cara simples e divertido. Na primeira vez que ele veio ao bar, eu não o reconheci. Daí, ele disse: ‘Você sabe quem eu sou?’. Depois, deu um sorriso e me abraçou”, lembra. Matthews Mahir também fazia o papel de segurança e não deixava nenhum fã incomodar seu cliente. “Poucas pessoas o reconheciam ou tinham coragem de falar com ele”.

Há 2 meses, o mundo celebrou os 70 anos de nascimento de John Lennon. Agora, haverá eventos para marcar os 30 anos da sua morte. As duas datas são responsáveis diariamente por matérias nas televisões americanas sobre Lennon e também por aquecer o mercado editorial com novos livros. O cinegrafista Adam Shanker, 49 anos, é personagem de um desses livros: "8 de Dezembro de 1980. O Dia em que John Lennon Morreu", ainda não lançado no Brasil. A obra, escrita por Keith Elliot Greenberg, acompanha a trajetória de diversos nova-iorquinos no dia em que o Beatle foi assassinado. Na época, Shanker tinha apenas 19 anos e era barman. “Foi um grande choque”, diz ele, que guarda todos os jornais da época. “Comprei todos os exemplares que achei. Sou muito fã de John Lennon. No dia seguinte à sua morte, eu era uma das mais de 100 mil pessoas que foram homenageá-lo num show no Central Park”.

Clique aqui para ver uma entrevista com Keith Elliot Greenberg feita pela BBC

A presença de Lennon também pode ser sentida em outros lugares de Nova York, como no bar Hard Rock Café, na Times Square, que possui um museu com os ternos usados pelos Beatles no início da carreira, além de instrumentos e capas de discos autografadas. No bar, há, inclusive, um memorial para Lennon. Mas se você quiser se sentir próximo dos Beatles, o ideal é visitar o Museu de Cera Madame Tussaud (veja a foto acima), também na Times Square, onde é possível ver em tamanho real estátuas de cera dos Beatles bem no início da carreira durante a Beatlemania.

Outro ponto bacana de se visitar também é a ONU - Organização das Nações Unidas. Lá está em exposição a obra de arte "Arma em Nó", criada em 1980 em memória de John Lennon. Seu criador, o artista Carl F. Reuterswärd, doou esta escultura à Yoko Ono, que por sua vez à doou para as Nações Unidas, onde está em permanente exposição. Essas são apenas algumas das homenagens ao homem imortalizado por sua vida e obra, fundador da mais importante banda de todos os tempos e até hoje lembrado pela canção "Imagine". E que perdeu a vida justamente quando despontava como um dos maiores lutadores pela paz mundial.


Clique aqui para relembrar dez fatos importantes na vida de John Lennon

Clique aqui para ouvir algumas das principais canções dos Beatles

Clique aqui para ouvir as canções que marcaram a carreira solo de John Lennon

Assista ao clipe de (Just Like) Starting Over

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Autor lança HQ dos Beatles no Brasil


Depois de contar a história do rock desde os primeiros bluesman até o indie rock contemporâneo, o quadrinista francês Hervé Bourhis, autor de "O Pequeno Livro do Rock", foca seu olhar e ilustrações na carreira de um dos maiores representantes do estilo: os Beatles.

Em "O Pequeno Livro dos Beatles" o autor retrata toda a trajetória da banda, de 1940 a 2009, contando inclusive detalhes da carreira solo de cada um de seus integrantes.

Para comemorar o lançamento, a editora Conrad garantiu a presença de Hervé na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo, no dia 27 de novembro, às 13h30. No evento o autor deve conversar sobre seu trabalho como quadrinista, além de autografar suas duas graphic novels.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Barry Miles lança o livro "Diário dos Beatles"

A Madras Editora coloca nas lojas, para lembrar os 70 anos de John Lennon, o livro "O Diários dos Beatles", de Barry Miles, um dos amigos da banda na década de 1960.

O volume faz uma crônica sobre o dia-a-dia dos fab four, com cronologia de shows, locais das apresentações, declarações dos membros da banda e datas memoráveis, além de relatos de brigas, sexo e drogas.

Miles foi o dono da Indica Gallery, onde John Lennon e Yoko Ono se conheceram. Além disso, foi em sua casa que Paul McCartney ouviu Miles Davis pela primeira vez.

O escritor foi também colaborador da revista "NME".

Fonte: EPTV

sábado, 18 de setembro de 2010

Novo livro sobre os Beatles revela a coleção de Julian Lennon

A capa do livro

Acaba de ser lançado um novo livro que documenta toda a coleção de artigos sobre os Beatles pertencentes ao filho de John Lennon, Julian. "Beatles Memoriabilia: The Julian Lennon Collection". Trata-se de "um arquivo secreto de memórias dos Beatles, incluindo letras, roupas, guitarras e cartas."

O livro é escrito por Brian Southall, que trabalhou com os Beatles na EMI. O conteúdo do livro ainda é mantido sob sigilo. Mas ele acrescenta: "Basta dizer que há itens na coleção que ninguém jamais viu antes. Alguns foram proferidas pelo próprio John, alguns vieram da mãe de Julian, a Cynthia, alguns foram adquiridos por Julian em leilão e alguns foram presentes de outros, como a May Pang e Paul McCartney. Nunca houve uma coleção como essa na imprensa antes."

Julian disse: "Comecei a colecionar essas peças pessoais porque eu senti que me pertenciam e devia voltar para a nossa família. Esta coleção representa algo de grande importância para mim, pois é parte da nossa história."

Fonte: Examiner.com

terça-feira, 11 de maio de 2010

Livro transforma Beatles em zumbis

Por: Felipe Branco Cruz

Os direitos do livro “Paul is Undead – The British Zombie Invasion”, escrito por Alan Goldsher, que ainda nem foi lançado, já foram vendidos e a história deverá ganhar adaptação para o cinema. A obra literária será lançada apenas no mês que vem.

O filme será uma adaptação do livro que zumbifica o quarteto. Na obra John Lennon é um zumbi que toca guitarra. Ele então mata e ressuscita Paul McCartney, Ringo Starr e George Harrison para transformá-los também em zumbis e formarem uma banda. Agora, ao invés das fãs arrancarem pedaços das roupas dos Beatles, são eles que comem os cérebros das fãs. Mick Jagger também aparece na história e é uma espécie de caçador de mortos-vivos que persegue o grupo. Há espaço até para o guru indiano Maharishi Mahesh Yogi e para uma ninja com o sugestivo nome de Yoko Ono.

A adaptação cinematográfica deverá ser feita por Michael Shamberg e Stacey Sher, mesmo produtores de Pulp Fiction, de Quentin Tarantino. Nenhum estúdio manifestou ainda a intenção de bancar a obra, que está sem patrocínio.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Livro disseca solo por solo, música por música, álbum por álbum


Por: Felipe Branco Cruz, do Jornal da Tarde

Muitos livros já foram publicados sobre os Beatles abrangendo praticamente tudo. Desde fofocas e brigas até análises em profundidade das gravações no estúdio Abbey Road, em Londres. Então, por que lançar mais um? Isney Savoy, da editora Larousse, responde: “O foco agora não são as intrigas. O trabalho faz análise inédita apenas da música.” O livro em questão é o "The Beatles – Gravações Comentadas e Discografia Completa", lançado pela Larousse.

Escrito pelo britânico Jeff Russel, nascido em Liverpool, cuja a vida foi praticamente dedicada a pesquisas sobre o grupo, o livro apresenta a discografia completa, com notas dos bastidores das gravações. São informações sobre cada canção lançada oficialmente, os títulos, as faixas (com a duração), as datas de lançamento, os créditos dos compositores e comentários sobre cada faixa. Na introdução, Russel justifica sua pesquisa. “Não há nada mais a ser dito? Ao contrário. Muito ainda pode ser dito sobre a razão de ser dos Beatles. Sua música e, sobretudo, seus álbuns.”

Durante anos os mesmos álbuns que eram lançados no Reino Unido saíam em outros países retalhados pelas gravadoras que mudavam o desenho da capa, a sequência das canções e até cortavam músicas para lançar dois LPs em vez de um e faturar mais. A prática foi comum nos Estados Unidos e no Brasil. Por isso, Isney Savoy, de 57 anos, fã da banda, foi recrutado para incluir na obra um capítulo com a discografia brasileira. “Os álbuns dos Beatles no Brasil tiveram algumas particularidades. Por isso, os discos lançados por aqui são raridades”, diz Savoy, que começou a ouvir Beatles quanto tinha apenas 12 anos.

Dentre as características dos álbuns brasileiros está uma falha na canção "Penny Lane", no álbum "The Beatles Forever", de julho de 1972, lançado apenas por aqui como uma coletânea aleatória que reúne músicas de "Magical Mystery Tour" e outras faixas de compactos duplos. A falha mostra um corte brusco após o verso “Full of fish and fingerpies”. “Foi uma falha no disco matriz recebido da Inglaterra. Como os brasileiros achavam que os Beatles faziam coisas inovadoras, acharam que a falha era proposital”, explica Savoy.

Graças a essas mudanças feitas pelas gravadoras de outros países, os Beatles passaram a exigir que seus álbuns fossem lançados da mesma forma no mundo inteiro. “Eles criaram o conceito de álbum, com as canções seguindo uma sequência. Antes, cada país incluía as músicas em qualquer ordem, de acordo com o que eles imaginavam que o mercado local gostaria mais”, diz. Uma das exigências da banda era que nunca fossem lançadas coletâneas. Recomendação ignorada no Brasil, já que por aqui foram lançados títulos como "Juventude em Brasa", "O Mundo em Suas Mãos – Vol. 3" e "Ídolos da Juventude – Vol. 2", todos de 1965.

Contra o retalhamento feito nos Estados Unidos, a banda decidiu protestar e a capa do disco "The Beatles Yesterday and Today" (lançado apenas nos Estados Unidos em junho de 1966) saiu com eles vestidos de açougueiros segurando pedaços de carne e bonecas decapitadas. O público reagiu e não gostou, tanto que a capa foi substituída por outra mais comportada. O exemplar é hoje extremamente cobiçado entre os fãs da banda.

Em seguida, a banda lançou "Revolver", em agosto de 1966. O livro conta uma curiosidade do trabalho. Na canção de abertura, "Taxman", quem toca o solo de guitarra não é George Harrison, mas sim Paul McCartney (apesar da canção ser de autoria de Harrison). Na última do álbum, "Tomorrow Never Knows", o mesmo solo de "Taxman" é executado de trás para frente, por Harrison.

O livro abre com a história do primeiro álbum da banda, batizado de "The Early Tapes of the Beatles", gravado em Hamburgo, Alemanha, em 1961. Eles tocam seis canções com o cantor Tony Sheridan, mas uma outra banda também aparece no LP, a "The Beat Brothers".

No dia 9/9/2009, a história da banda será ‘passada a limpo’
Para o fã médio de Beatles, pouco importa se uma canção foi lançada com ‘overdubs’ no disco tal e, anos depois, relançada na forma crua em uma coletânea especial. O que dificulta ainda mais para quem quer ter a coletânea é entender quais são realmente os títulos e canções lançadas originalmente pela banda no Reino Unido e, claro, se esses discos estão disponíveis para a compra.

Para alegria desses fãs (e também dos fanáticos), no próximo dia 9 de setembro, a EMI lançará o catálogo completo da banda remasterizado. A data coincide com o lançamento mundial do game ‘Beatles Rock Band’.

A coleção compreenderá os 12 álbuns, que serão lançados com a arte original do Reino Unido, além da trilha sonora de ‘Magical Mystery Tour’. A coletânea ‘Past Masters Vol. 1 e 2’, será compilada em apenas um disco. Ao todo, a caixa trará 16 CDs. Os álbuns estarão disponíveis para compra em uma caixa especial. O valor do mimo ainda não foi definido pela EMI.

Dentro da caixa de cada CD, os encartes incluirão observações históricas, junto com notas informativas sobre a gravação. Cada disco trará gravado em formato Quick Time (para ser assistido no computador) um mini documentário e fotografias do grupo durante as gravações. Uma das novidades desta remasterização será o lançamento dos primeiros álbuns da banda em estéreo. Os originais haviam sido lançados apenas em mono. Para os fanáticos, uma segunda caixa será lançada contendo as gravações em mono.

Ele fez do cinema a sua escola

Escritor David Gilmour conta ao JT como educou
seu filho rebelde apenas vendo bons filmes

Por: Felipe Branco Cruz, do Jornal da Tarde

O canadense David Gilmour, autor de "O Clube do Filme", não imaginava que o livro fosse capaz de vender meia dúzia de cópias na vizinhança, quanto mais estar entre os mais vendidos do Brasil, Canadá e Alemanha. “Todo mundo gosta de uma boa história e acho que é isso que os leitores encontram no meu livro”, diz. “Nunca sabemos o que vai dar certo. Apenas acontece. É um mistério.”

A tal boa história surgiu da relação pessoal entre ele e seu filho Jesse. Quando tinha apenas 16 anos, o menino acumulava notas baixas e diversas reprovações. Sem saber o que fazer, o pai decidiu tomar uma drástica decisão: deixá-lo abandonar a escola com a condição de assistir semanalmente a três filmes que o pai escolhesse – e o garoto não poderia sair da frente da TV até que o longa terminasse.

“Disse ao Jesse que ele poderia dormir até tarde e fazer o que quisesse, mas teria de ver os filmes. E, se ele se envolvesse com drogas, o acordo estava cancelado”, conta o autor, que está no Brasil com o filho e conversou com o JT ontem, no Parque do Ibirapuera, com exclusividade.

“Li os originais do livro antes de meu pai entregá-los à editora. No primeiro momento, fiquei horrorizado, porque a obra falava muito da minha vida pessoal, meu envolvimento com drogas e desilusões amorosas”, conta Jesse. E tratar desses temas de forma natural, segundo Gilmour, é um dos objetivos do Clube do Filme. “O livro fala da relação entre um pai e um filho, não sobre cinema. Aquele foi um período muito importante para Jesse, pois ele estava se transformando em um homem. E também para mim, que buscava estabilidade profissional.”

Crítico de cinema, ex-apresentador de um programa sobre o assunto na TV canadense e âncora de talk-show, Gilmour estava desempregado e com o dinheiro contado quando escreveu o livro. Por isso, pai e filho tinham muito tempo para passarem juntos. “Como eu havia sido afortunado (embora certamente não parecesse assim) por não ter um emprego, por ter tido tanto tempo livre à disposição. Dias, tardes e noites. Tempo”, escreve Gilmour em uma das passagens.

As lições que o filho aprendeu foram, assim, ensinadas por diretores e atores como Marlon Brando, Alfred Hitchcock, Stanley Kubrick, Jack Nicholson, entre outros figurões. Uma delas veio com "Interlúdio" (1946), de Hitchcock. No livro, Gilmour desafia o filho: “Pedi a Jesse que prestasse atenção em alguns detalhes do longa, como a escadaria da casa do vilão, no Rio de Janeiro. De que tamanho ela era? Quanto tempo alguém levaria para descê-la? Não expliquei o motivo da pergunta”, escreve o autor. A lição serviria mais tarde para lecionar a Jesse o que é suspense, pois Hitchcock, nas cenas finais, adicionou degraus na escada para o vilão demorar mais tempo para descer. “E você sabe por que Hitchcock é famoso? Pelo suspense”, completa.

Ao todo, a dupla assistiu, em três anos, a 350 filmes (no final da obra, há uma providencial filmografia, com todos eles). Quando Jesse completou 20 anos, o clube foi desfeito. “Uma hora, ele teria de acabar”, lamenta o pai. Jesse finalmente voltou a estudar e, claro, entrou para o ramo de cinema. Ele já escreveu, dirigiu e interpretou um curta-metragem – "The Tide" (A Maré) – e está com um roteiro pronto, vendido a alguns produtores de cinema canadense.

Do Brasil, pai e filho citam como bons filmes "O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias", "Cidade de Deus", "Central do Brasil" e "Pixote". “A ação em Cidade de Deus é fantástica. A cena da galinha, então...”, analisa o pai. Ao final da entrevista, os dois ainda comentaram que se impressionaram com o vasto conhecimento dos brasileiros sobre cinema. “Vocês realmente amam o assunto”, diz Gilmour.

Foi inevitável, portanto, o papo não acabar nas preferências cinematográficas de cada um (leia o resumo nos quadros abaixo).“'Showgirls' é o pior filme já feito. 'O Poderoso Chefão 2' é o melhor de todos os tempos. No Canadá, nosso homem é David Cronenberg, o único diretor bom do país. 'O Exorcista' é o filme mais assustador que eu já vi e um dos melhores filmes de guerra de todos os tempos é 'Apocalipse Now'”, resumiu Gilmour. O filho discordou em alguns pontos. “Hoje em dia, eu acho 'Nascido Para Matar', do Stanley Kubrick, melhor do que 'Apocalipse Now', de Francis Ford Coppola.” Então, tá.

OS FILMES DE DAVID GILMOUR

DAVID CRONENBERG
“David Cronenberg é o melhor diretor canadense. Ele é o nosso homem no cinema. Fez ‘A Mosca’, que é ótimo. Mas o melhor filme dele é ‘Uma História da Violência’, com Viggo Mortensen. Perfeito. Acho que todos os estudantes de cinema deveriam ver este filme.”

O EXORCISTA
“‘O Exorcista’ é o mais assustador filme de terror já produzido. Até hoje eu tenho calafrios. Na primeira vez em que fui ao cinema assisti-lo, saí do cinema nos primeiros 15 minutos. Na segunda, saí aos 30. Apenas na terceira vez o vi até o fim – mas com os ouvidos tampados.”

NASCIDO PARA MATAR
“Diria que ‘Nascido para Matar’, do Stanley Kubrick, é um filme sintético, não passa o real sentimento do Vietnã. Diria que existe apenas uma grande cena, quando os soldados seguem um tanque de guerra. Para mim, Kubrick fez só um longa bom, que é ‘O Iluminado’.”

SHOWGIRLS
“Não consigo imaginar um filme pior do que ‘Showgirls’. E o mais grave é que ele foi feito por um bom diretor: Paul Verhoeven (de ‘Robocop’). Um amador faria um filme melhor do que esse. É um diretor talentoso, mas fez um filme ofensivo, vulgar e nojento.”

APOCALIPSE NOW
“É uma verdadeira obra de arte, mas com um grande problema. Até Marlon Brando aparecer, o filme vai muito bem. Quando o ator surge, acaba roubando a cena, como uma tempestade. Então, o filme passa a ser só dele. O ator domina todas as cenas.”

O PODEROSO CHEFÃO II
“Entre todos os grandes filmes, ‘O Poderoso Chefão 2’ é o melhor cinema que já vi na vida. E este é o tipo de frase que só podemos dizer uma vez. É como os Beatles para a música: a banda está sempre no topo. É desta maneira que vejo ‘O Poderoso Chefão 2’.”



sexta-feira, 8 de agosto de 2008

"Abbey Road": 40 anos da mítica capa dos Beatles



Fonte: G1

Há 40 anos, os Beatles tiraram algumas fotos cruzando uma faixa de pedestres na londrina rua de Abbey Road, sem saber que essa imagem tão simples se transformaria com o tempo em uma das capas mais famosas de sua discografia.

No dia 8 de agosto de 1969, os "quatro rapazes de Liverpool" foram imortalizados sobre aquela faixa de pedestres, situada no bairro de St John's Wood (norte de Londres), na célebre e tão imitada foto que se transformou em um ícone da história do pop.

Centenas de fãs do quarteto devem repetir o ato e cruzar aquela faixa às 10h35, exatamente quatro décadas depois de o fotógrafo Iain Macmillan captar a famosa fotografia do disco "Abbey Road".

Além disso, uma banda de tributo aos Beatles, a "Sgt Pepper's Only Dart Board Band", participará do ato vestida com uma roupa similar àquela que o grupo usava há quatro décadas.

Quarenta anos atrás, John Lennon, Ringo Starr, Paul McCartney e George Harrison entraram nos estúdios da EMI em Abbey Road para trabalhar naquele que seria seu último álbum em conjunto ("Let it Be" foi lançado um ano mais tarde, mas foi gravado antes da separação).

O disco levaria o título "Everest", em homenagem à marca de cigarros favorita de Geoffrey Emerick, engenheiro de som dos Beatles, mas a idéia de ter o Himalaia na capa não animou muito Lennon e companhia.

Segundo Brian Southall, autor de um livro que conta a história dos estúdios da EMI, "há um desenho que Paul McCartney fez de quatro homenzinhos estranhos atravessando uma faixa de pedestres", que "deu uma boa idéia" à banda.

Sem estarem totalmente convencidos, os quatro músicos saíram naquele dia 8 de agosto na companhia de Iain Macmillan - que conheceu os Beatles através de Yoko Ono - e fizeram a famosa pose na faixa de pedestres em frente aos estúdios da EMI.

"Eles deram a Macmillan uns 15 minutos, que subiu numa escada enquanto um policial segurava o trânsito. A banda caminhou pra frente e para trás várias vezes e nada mais do que isso", relatou à "BBC" Southall, amigo do fotógrafo, falecido em 2006.

A foto mostra John, Ringo, Paul e George cruzando em fila indiana a faixa de pedestres, em uma rua iluminada onde se destaca um Fusca branco estacionado à esquerda.

Na imagem, fruto de uma sessão em que Macmillan só tirou seis fotos, chama a atenção o fato de McCartney (de terno escuro) aparecer descalço e sem marcar o mesmo passo que seus companheiros.

Segundo uma teoria muito divulgada na época, a cena representaria uma procissão fúnebre na qual McCartney seria o morto; Lennon (de terno branco), o sacerdote; Starr (terno negro), o agente funerário; e Harrison (de camisa e calças jeans), o coveiro.

A decisão final de usar a curiosa foto como capa do disco ficou a cargo de John Kosh, diretor criativo dos estúdios da EMI, que achou desnecessário incluir o nome do grupo na capa, porque "era a banda mais famosa do mundo".

Como lembrança vale a pena destacar que o fusca branco, de propriedade de um vizinho de Abbey Road, teve a placa (de número "28IF") roubada várias vezes após o lançamento do disco.

O carro foi arrematado em um leilão realizado em 1986 por $23 mil dólares, e atualmente está exposto no museu da Volkswagen em Wolfsburg (Alemanha).

"Abbey Road", que contém clássicos como "Come Together" e "Here Comes The Sun", foi lançado em 26 de setembro de 1969 e, de acordo com a revista musical "Rolling Stone", é um dos 14 melhores discos de todos os tempos.

Várias bandas imitaram a mítica capa, como os "Red Hot Chili Peppers" em seu disco "The Abbey Road E.P." (1988), só que sem estar vestindo qualquer roupa.

Com os anos, a faixa de pedestres se tornou uma grande atração turística onde os visitantes tentam seguir os passos do conjunto de Liverpool e, porque não, tirar a tão famosa foto.

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